O impasse judicial do início do ano letivo no Rio Grande do Sul é apenas o ápice de uma sucessão de equívocos. Afinal, o aviso sobre a onda de calor que se abateu pelo Estado não era novidade e já vinha sendo alertada há dias pelos meteorologistas.
Sim, temos como sociedade que nos apropriar dessas ferramentas e informações para saber como lidar com condições climáticas cada vez mais adversas. Talvez, se o assunto tivesse sido tratado com mais diálogo por parte do governo, e leia-se a Secretaria de Educação, junto com o sindicato dos professores (Cpers), o desfecho teria sido outro.
Poderia ter se olhado mais atentamente as fragilidades e onde pontualmente a suspensão do ano letivo seria necessária ou avaliar aqueles locais que as aulas teriam início sem prejuízo aos estudantes. Fato é que a queda de braço, como previsível, foi parar na Justiça e a decisão sai exatamente em pleno domingo, véspera do início do ano letivo.
O resultado: desinformação e pais e alunos chegando às escolas sem a informação correta. É fato que o funcionamento das instituições de ensino é extremamente sensível. Vivenciamos isso na prática durante a pandemia de Covid-19, com as suspensão das aulas.
E informação neste caso é essencial. E, sim, precisamos estar mais atentos aos alertas, que, pretendem evitar prejuízos maiores.
Em tempo: Até às 20h30 desta segunda-feira o governo do Estado informou que ainda aguarda posição sobre o recurso da suspensão, mas que a Secretaria Estadual de Educação informou as coordenadorias de que não haverá aula nesta terça-feira.
