A seis dias do início oficial da campanha eleitoral deste ano, não há indicativos de que será reduzida a tensão que marca o cenário cada vez mais polarizado entre o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, e Lula (PT), que tenta retornar ao Planalto. Pelo contrário. Apesar de movimentos de partidos como o MDB, de Simone Tebet, e do PDT, de Ciro Gomes, a viabilidade de uma terceira via na corrida presidencial é cada vez mais remota.
Com o start da campanha, os candidatos terão ainda mais exposição e receberão ainda mais holofotes. Apesar de o petista utilizar um tom mais ameno, às críticas ao seu principal adversário não são menos incisivas. Bolsonaro, por sua vez, não tem papas na língua, e faz investidas sucessivas ao ex-presidente. Nesta quarta-feira, acompanhado de ministros e representantes das forças armadas, em evento do agronegócio, Bolsonaro falou sobre a necessidade de combate ao socialismo e foi além. “Malandro como sempre. Sem caráter. Um bêbado que quer dirigir o Brasil”, disse Bolsonaro, sem mencionar Lula diretamente.
Os próximos dias prometem uma elevação cada vez maior nas tensões e agressões, que não ficam restritas apenas aos próprios candidatos e a lideranças que os apoiam, mas que acabam sendo reproduzidas, infelizmente, de forma ainda mais violenta por militantes e simpatizantes, que inclusive já chegaram às vias de fato. O pico do embate será o dia 2 de outubro, data do 1° turno das eleições, que promete ser tumultuado, no mínimo, independentemente do resultado das urnas.
