*Interina
O (agitado) final de ano do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tem sido dividido em duas frentes. De um lado, as ações relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e do outro, o caso do Banco Master.
Além das decisões relacionadas à saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes decretou a prisão do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, após tentativa de fuga, e, como desdobramento, determinou o cumprimento de prisão domiciliar contra outros condenados pela trama golpista. Um deles, Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, inclusive não foi localizado. É um indicativo claro de que o tema seguirá presente em 2026.
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Em outra frente, porém, Moraes tem prestado esclarecimentos. É o caso do possível envolvimento com o Banco Master. Há informações de que Moraes teria procurado o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para conversar sobre o banco. Após, foram divulgadas notas para desmentir o teor. Segundo Moraes, a conversa focou nas restrições da Lei Magnitsky. O episódio pode ter desdobramentos inesperados, especialmente se depender de alas do Congresso.
Em tempo: nesta terça-feira, está prevista a acareação entre presidente, ex-diretor do BRB e diretor do BC, decidida pelo ministro Dias Toffoli, sobre a liquidação do Banco Master. A ver.
