Setembro chegou e com ele a proximidade cada vez maior do primeiro turno das eleições municipais. Trinta e dois dias nos separam de um dos momentos mais importantes da democracia: o encontro dos eleitores com as urnas.
No Rio Grande do Sul, pela segunda vez consecutiva, a campanha está sendo atípica. Em 2020, o mundo vivia a pandemia da covid-19, cenário que levou, inclusive, à alteração no calendário eleitoral no Brasil, adiando o primeiro e o segundo turno das eleições para novembro. Agora, no Estado, apesar de cerca de um terço dos dias de campanha já integrarem o passado, o clima ainda é tímido.
Entre os motivos para a sensação de desmobilização, na avaliação de lideranças e de dirigentes, estão a cautela e o cuidado necessários na busca pelos votos dos eleitores. As águas que castigaram a maioria dos municípios do Estado, direta ou indiretamente, deixaram para trás destruição, mortes, desespero e falta de perspectivas.
As demandas, especialmente desta parte da população, que tradicionalmente é a mais vulnerável, são urgentes, essenciais e, em alguns casos, básicas. Mais do que nunca, portanto, o momento exige respeito. Não há espaço para promessas e soluções mágicas que nunca sairão do papel.
Em tempo: na segunda quinzena de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) irá detalhar as mudanças nos locais de votação de municípios atingidos pelas enchentes. A intenção é esclarecer os eleitores dessas cidades. Uma das principais preocupações da Corte neste ano, segundo antecipou o presidente do TRE, desembargador Voltaire de Lima Moraes, à coluna, já em junho, é o crescimento do índice das abstenções.
