Taline Oppitz

Tucanos do PSDB apostam em fusão para enfrentar sucessão presidencial

Reunião de lideranças tucanas organizado pelo PSDB de Porto Alegre debateu conversas com PSD, Podemos, MDB, Cidadania e Republicanos

O futuro do PSDB foi pauta de reunião de lideranças tucanas. Organizado pelo PSDB de Porto Alegre, o evento, no Auditório da Amrigs, contou com as presenças de integrantes do diretório, deputados, vereadores e secretários.

Os debates foram precedidos de manifestações em vídeo do presidente nacional, Marconi Perillo, de Aécio Neves, do governador Eduardo Leite e da presidente estadual, Paula Mascarenhas. O objetivo do PSDB é viabilizar candidatura de centro, em 2026, que represente alternativa à polarização entre petistas e bolsonaristas.

Leite segue como principal cotado para encabeçar o desafio. Para tanto, o entendimento é que será necessário realizar uma fusão. A possibilidade de uma incorporação enfrenta resistências. Outra alternativa seria a ampliação da federação, hoje formada com o Cidadania. As articulações conduzidas pela direção nacional tinham como um dos focos principais o PSD de Gilberto Kassab.

Os entendimentos, no entanto, “desandaram”. Negociações com o Podemos avançaram nos últimos dias. Outros partidos, como o MDB e o Republicanos, também participam das conversas. A fusão representaria o melhor caminho, na avaliação de ala tucana, com o argumento de resguardar o programa e o legado do PSDB.

Presidente do PSDB na Capital, Moisés Barboza, destacou que o diretório de Porto Alegre decidiu apoiar a cúpula nacional na evolução das tratativas, desde que os potenciais aliados avalizem a pré-candidatura de Leite ao Planalto, que não permaneçam na base de Lula e que não atuem na polarização nacional. O documento com as resoluções foi enviado ontem para Perillo e será entregue também aos diretórios nacional e estadual.

Em sua fala na reunião, Leite destacou a importância do PSDB na história do Brasil e a necessidade de alternativa à polarização. Mascarenhas reforçou a liderança de Leite para comandar o processo. Aécio e Perillo adotaram uma linha similar, de que o PSDB não irá desaparecer e que construirá caminho de centro