Anota técnica emitida pelo Ministério da Saúde, que avalizou a vacinação de professores e de trabalhadores da Educação gerou reflexos imediatos. Segundo o documento, professores de creches e pré-escolas deverão ser os primeiros da fila. Os da educação superior, os últimos. Pela manhã, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB) anunciou o início da vacinação de professores e servidores de escola da rede municipal da Capital. A imunização terá início na próxima terça-feira, com o grupo de 5,6 mil profissionais das escolas próprias. Na quarta-feira, começará a vacinação dos 3,4 mil profissionais das conveniadas. A expectativa é a de encerrar o processo em 20 dias.
Horas depois, à tarde, o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou que incluirá os trabalhadores da educação de todo o Rio Grande do Sul no planejamento da distribuição de vacinas a partir da próxima remessa de doses que será encaminhada pelo governo federal. Segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde, no Estado, há cerca de 217 mil pessoas incluídas neste público. Destes, cerca de 20 mil já foram imunizados por iniciativa dos municípios. A nota do ministério vai além de professores e servidores de escolas e estipula, ainda, que após a vacinação de profissionais de educação, deve ser iniciada a imunização de pessoas fora dos grupos prioritários, com idades de 18 a 59 anos, em ordem decrescente. A vacinação dos professores ocorrerá simultaneamente à imunização dos grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Apesar do aval, diversos municípios já haviam adotado a iniciativa à revelia do ministério.
