A partir deste sábado, que marca os três meses que antecedem o primeiro turno das eleições, entra em vigência o defeso eleitoral, impondo uma série de restrições à administração pública e pré-candidatos.
Entre as restrições, fica proibida a publicidade institucional, o que já levou à desativações de sites e redes sociais governamentais, transferências voluntárias de verbas para municípios e qualquer movimentação de pessoal, como nomeações, demissões ou alterações em vantagens. Além disso, nenhum pré-candidato poderá comparecer a inaugurações de obras públicas, sob o risco de multas pesadas e cassações de registros.
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Em busca da reeleição e ciente do cronograma, o presidente Lula (PT) intensificou o ritmo de anúncios nas últimas semanas. Apenas em junho, o petista cumpriu uma maratona de aproximadamente 25 cerimônias oficiais.
Nesta sexta-feira, véspera das proibições, Lula protagonizou um pacote de entregas nas áreas de saúde, educação e habitação. O objetivo também foi a promoção de aliados no estados, com destaque para São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Durante os atos, ele ironizou publicamente os limites da Justiça Eleitoral sobre a inauguração de obras, chamando o formato de "papagaiada" e ressaltando que precisará visitar construções em silêncio, sem palanque.
