O Mercedes-Benz EQA foi lançado no Brasil em outubro de 2022. E integra a primeira onda global eletrificada da marca que se autodefine extra luxo. Se garante porque os Mercedes a combustão ou elétricos conseguem ser mais belos e performáticos em relação às outras marcas luxuosas alemãs. E bem melhores. O EQA é o SUV de entrada, derivado do bem sucedido GLA, em segunda geração e sucesso global em vendas. Uma semana em uso por CM comprovou a qualidade dinâmica do GLA. E uma surpreendente economia na média de 17km/l.
O GLA integra o presente, mas não o futuro que será da linha elétrica da Mercedes a partir de 2030. O EQA integra a plataforma MFA2, totalmente adaptada ao elétrico. O pacote de baterias de íon lítio é instalado no assoalho. O conjunto de suspensões é o mesmo do GLA com MacPherson na dianteira e braços múltiplos na traseira. No teste em rua e rodovia, o EQA mostrou que sua rigidez torsional é superior. O conjunto de baterias ocupa boa parte da plataforma e gera esta maior resistência. Com 4,47m de comprimento e com entre eixos de 2.729mm, o EQA é praticamente do mesmo tamanho de seu irmão dependente do petróleo. É 1cm mais alto em relação ao GLA.
Fica evidente que a Mercedes Benz quis identificar o EQA com o sucesso do GLA. Mas a marca evitou um futurismo na forma, por ser elétrico. Os veículos a combustão da marca são sinônimos de bom gosto e qualidade tecnológica. Agora, a Mercedes exercita um futuro mais insinuante a audaz nos modelos recentes. No EQA a Mercedes só quer a família mundial envolta no silêncio a bordo de um veículo que ganhou cinco estrelas nos testes de impacto do EuroNcap.
O design discreto e atraente até disfarça a performance forte e ousada do SUV. O motor elétrico tem o equivalente a 190 hps. O torque poderoso de 32.2 kgfm define retomadas de velocidade enérgicas, que facilitam o deslocamento e ultrapassagens em rodovia. As suspensões mostram pouca rolagem lateral, o maldoso rolling que desestabiliza em curva. É muito elevado o nível de estabilidade lateral e direcional dos EQA.
A autonomia elétrica é de 380 quilômetros em cidade e 412, na estrada. Mas são números relativos num veículo onde os freios regeneram energia e ampliam a quilometragem. Convém lembrar que o carro elétrico exige uma pilotagem mais suave e não garantem autonomia para quem só quer pisar fundo. A lista de equipamentos que visam a segurança ativa e passiva gerenciados pela inteligência artificial é grande. Afinal, há mais de 100 anos a Mercedes se dedica à preservação da vida. Com os carros elétricos em todos os sentidos.