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A jovem que escolheu ficar e transformar a terra

Com crédito e orientação do Sicredi, Diulia Deckmann mostra como a juventude renova o campo

Ligação de Diulia com o campo vem de casa
Ligação de Diulia com o campo vem de casa Foto : Fabiana do Prado Sánchez / Divulgação / CP

Diulia Deckmann, 23 anos, está assumindo o agronegócio da família em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Além de conduzir a própria produção de morangos, ela também apoia o pai, Luis Carlos Deckmann, de 56 anos, e a mãe, Janete Tiecker Deckmann, de 51, na lavoura onde a família cultiva soja, milho e aveia. O namorado, Artur Dobrachinski Becker, de 26 anos, também participa da produção nas estufas.

A ligação de Diulia com o campo vem de casa. “Minha família nasceu e foi criada no agronegócio. Fiz o técnico em agropecuária e como eu sempre gostei do interior, resolvi fazer a minha estufa de morangos”, conta. Ela explica que, no dia a dia, divide as atividades entre a lavoura da família e a sua produção.

“Eu ajudo o pai na lavoura e cuido da minha produção. Minha mãe ajuda, mas sou eu quem faço tudo, compro o que é necessário, cuido, vendo.”

O primeiro investimento na atividade própria veio cedo. “Faz mais de três anos que tenho as minhas estufas e foi o primeiro investimento que eu fiz, com 19 anos”, relata. Sem o dinheiro necessário naquele momento, a saída foi buscar financiamento. “Eu queria fazer as estufas, mas não tinha o dinheiro para isso, então meu pai disse para financiar, porque o juro é bom e com vários anos para pagar, o que eu tiro de valor com os morangos já vai pagando.” Ela lembra que o primeiro crédito saiu no nome do pai, por ainda não ter renda. Depois, com a expansão da estrutura, o financiamento passou para o seu nome.

Para Diulia, a permanência dos jovens no campo passa diretamente pela sucessão familiar e pela inovação. “Eu vejo a sucessão familiar como um tema muito importante no futuro da agricultura. A gente vai melhorando o que já é bom, trazendo novos conhecimentos e evolução para a propriedade”, diz. Ela também destaca o papel da tecnologia no setor. “A geração de agora está trazendo mais tecnologia, novas informações e novos produtos, melhorando a gestão e tentando unir a experiência, com o cenário atual do mundo.”

Nesse processo, o Sicredi ocupa um lugar importante na trajetória da jovem produtora. “O Sicredi é meu parceiro nesse processo e sempre foi fundamental na nossa propriedade, auxiliando com crédito e soluções financeiras, isso permite que nós jovens tenhamos oportunidades para permanecer no agro”, relata. Ela lembra ainda do vínculo antigo com a cooperativa.

“Meu pai fez a primeira conta para mim no Sicredi quando eu era criança, era uma poupança, e todo mês ele ia colocando dinheiro. Agora eu cuido da minha própria conta. Já faz uns 15 anos que tenho minha conta no Sicredi.”

Para o pai, ver a filha seguir o caminho da família é motivo de satisfação. “É um sentimento de felicidade e alegria saber que tem alguém que vai continuar o que o pai e a mãe sempre fizeram, o trabalho de uma vida”, resume Luis Carlos Deckmann.