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Aguia Fertilizantes investe em alternativa gaúcha para reduzir dependência de importações

Pampafos é o primeiro fertilizante fosfatado produzido no Rio Grande do Sul

Diego Boeira é diretor da Aguia Fertilizantes
Diego Boeira é diretor da Aguia Fertilizantes Foto : Publique Agência / CP

A dependência brasileira de fertilizantes importados segue como um dos principais desafios do agronegócio. Em meio às oscilações do mercado internacional e à alta dos custos de produção, iniciativas voltadas ao fortalecimento da oferta nacional ganham espaço. É nesse cenário que a Aguia Fertilizantes iniciou a comercialização do Pampafos, o primeiro fertilizante fosfatado natural produzido no Rio Grande do Sul.

O produto é resultado do Projeto Fosfato Três Estradas, em Lavras do Sul, desenvolvido pela empresa brasileira controlada pelo grupo australiano Aguia Resources Limited. O minério extraído na mina é transportado até a unidade industrial de Caçapava do Sul, onde passa por um processo de secagem e moagem antes de chegar ao mercado. Atualmente, o fertilizante é comercializado em pó, em big bags de uma tonelada, com previsão de também ser vendido a granel e em sacos de 25 quilos até o fim do ano.

A empresa estima produzir entre 60 mil e 70 mil toneladas em 2026 e alcançar até 150 mil toneladas em 2027. Em uma segunda etapa, prevista para começar no próximo ano, está prevista a construção de uma nova planta industrial em Lavras do Sul. Com as duas unidades em operação, a capacidade conjunta poderá chegar a 450 mil toneladas anuais. Conforme a empresa, a operação poderá atender aproximadamente 10% da demanda de fosfato do Rio Grande do Sul.

Para o gerente geral da Aguia Fertilizantes no Brasil, Diego Boeira, a produção regional representa uma alternativa diante da dependência de insumos importados. "O produto da Águia não depende de dólar, não depende de porto. Ele é produzido totalmente dentro do Rio Grande do Sul", afirma.

Embora a produção atual represente apenas uma parcela da demanda estadual, a expectativa da empresa é ampliar gradualmente a oferta para o mercado gaúcho. A estratégia comercial prioriza inicialmente o Rio Grande do Sul, principal mercado consumidor da companhia, com foco em produtores rurais, cooperativas, distribuidores e revendas agrícolas.