Quando enchentes recentes afetaram dezenas de hospitais no Rio Grande do Sul, o programa CPFL e RGE nos Hospitais mostrou como energia, tecnologia e cuidado podem transformar a saúde pública. Quarenta instituições foram beneficiadas com sistemas fotovoltaicos, geradores de emergência, iluminação LED e ajustes nas entradas de energia, garantindo resiliência e continuidade no atendimento à população em momentos críticos.
Mas não é só em momentos de crise que a CPFL atua na região para fortalecer a infraestrutura e aumentar a autonomia operacional das unidades de saúde. Hospitais como o Dr. César Santos, em Passo Fundo, receberam um sistema BESS de 85 kW, que permite armazenar energia para uso nos horários de pico, reduzindo custos.
Além disso, outras unidades na região foram modernizadas com iluminação LED e ajustes nas entradas de energia, liberando recursos que podem ser aplicados diretamente no atendimento, em medicamentos e na infraestrutura, ampliando a capacidade de cuidado com os pacientes diariamente.
Estratégia que salva vidas
O programa, que terá R$ 120 milhões em investimentos até 2028, segue o mote: “Mais economia, mais energia para cuidar da população”. Esta etapa atua em três frentes estratégicas:
- Eficiência energética: modernização de sistemas elétricos e de refrigeração, instalação de BESS e substituição de lâmpadas por LED, promovendo economia, confiabilidade e autonomia operacional;
- Humanização hospitalar: ações voltadas para tornar o ambiente mais acolhedor, melhorar o atendimento a pacientes e familiares e garantir eficiência mesmo em situações de emergência;
- Doações em conta: recursos gerados com economia de energia são destinados a áreas prioritárias, como aquisição de equipamentos e insumos médicos essenciais.
Projetos nacionais de referência
Além do RS, o programa atua em outras regiões do país com projetos estruturantes que fortalecem a infraestrutura hospitalar e a eficiência energética:
- Usina solar flutuante na PCH Santana (São Carlos/SP): primeira do tipo voltada para hospitais no Brasil, com 225 kW de potência, beneficiando a Santa Casa de Campinas por meio de compensação remota. Investimento de R$ 3 milhões, com conclusão prevista para o 1º semestre de 2026;
- GD centralizada em Campinas (SP): sistema de geração distribuída com 1,3 MWp, atendendo quase metade das UBS do município, com investimento de R$ 6,5 milhões, com conclusão prevista para o 2º semestre de 2026;
- Nova usina de oxigênio no Centro Infantil Boldrini (Campinas/SP): investimento de R$ 1,1 milhão, modernizando a planta e garantindo confiabilidade no fornecimento de oxigênio;
- Unidades de Novo Hamburgo (RS): instalação de uma usina fotovoltaica de 501,6 kWp e substituição de 1.600 lâmpadas por LED, com investimento de R$ 2,8 milhões, gerando economia anual de 719,13 MWh, suficiente para abastecer centenas de residências.
Saúde sustentável e replicável
A cada usina implantada, lâmpada substituída ou sistema de refrigeração modernizado, os hospitais economizam recursos que podem ser redirecionados para contratação de profissionais, compra de medicamentos ou ampliação do atendimento.
“Ao investir em soluções energéticas para hospitais e entidades filantrópicas, geramos impactos sociais e ambientais positivos, permitindo que as instituições direcionem recursos economizados com energia para áreas mais sensíveis, como atendimento e infraestrutura”, afirma Gustavo Estrella, Presidente da CPFL Energia.
O modelo é replicável e escalável, servindo de inspiração para outras cidades, estados e empresas privadas, mostrando que é possível aliar inovação, sustentabilidade e responsabilidade social.
Com a previsão de conclusão da 3ª fase em dezembro de 2028, o programa seguirá ampliando seu alcance e inspirando outras iniciativas do setor elétrico e de saúde, mostrando que a energia que move o mundo também pode mover o cuidado com a vida.