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Setor de Patologia do HU é referência em análises

Equipes passam por formação interna inédita, como nas análises do exame preventivo do papanicolau

Coordenadores da área, a biomédica Priscila Wolf e o médico patologista Claudio Zettler, alertam sobre a prevenção
Coordenadores da área, a biomédica Priscila Wolf e o médico patologista Claudio Zettler, alertam sobre a prevenção Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

O Laboratório de Patologia do Hospital Universitário (HU) de Canoas, gerido pela Associação Saúde em Movimento (ASM), tem se tornado referência na leitura da coleta e análises de exames da área, como um dos mais importantes que é o papanicolau. A adequada apuração dos resultados, neste último caso, está relacionada à prevenção da saúde feminina. Para se ter uma dimensão, a instituição realiza uma média de 5 mil exames papanicolau por mês, atendendo mulheres de Canoas e de outros 23 municípios referenciados no Estado.

Um dos destaques para atingir essa excelência está na trajetória e condução do coordenador do Serviço de Patologia e Citopatologia, Claudio Zettler. Além de ser uma referência na área clínica e biomédica, com décadas de experiência, o médico patologista tem vasta produção acadêmica, conhecimento esse que é compartilhado e eleva a expertise da equipe.

E com essa bagagem, Zettler ressalta que o exame ginecológico preventivo permite rastrear e detectar com bastante antecedência a existência de lesões pré-cancerosas que possam evoluir para um diagnóstico de câncer de colo de útero. “A prevalência em Canoas e na Região Metropolitana é menor do que no RS. Isso quer dizer que as mulheres daqui fazem o exame com maior frequência. Isso é prevenção.”

O patologista ressalta que o país contabiliza 15 casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres. Na Região Metropolitana, o índice cai para 3 casos a cada 100 mil mulheres. “Nos últimos dois anos, tivemos três casos de câncer entre os 120 mil exames realizados no HU, o que indica que, com a prevenção, se faz um diagnóstico das lesões que poderiam evoluir e se diminui esses casos.”

Destaca que o câncer de colo de útero é agressivo, trágico e mortal. Zettler destaca que o câncer do colo de útero precisa de outros fatores para surgir. “O estado imunológico é fundamental e integra os fatores que podem desenvolver a doença.”

Qualificação permanente

O trabalho do Laboratório de Patologia porém vai além dos exames de papanicolau, sendo responsável pela análise de todos os materiais coletados em cirurgias no Hospital, como biópsias, ou mesmo em procedimentos mais simples, como o rastreio do câncer de útero. São essas análises que ajudam as equipes médicas a orientar o tratamento adequado dos pacientes. E, neste contexto, a qualificação da equipe faz toda a diferença, assim como na confiabilidade dos resultados. Para isso, as equipes estão passando por treinamentos inéditos, visando o aperfeiçoamento técnico.

A coordenadora do setor de patologia do HU, a biomédica Priscila Wolf, frisa que o hospital conta com uma equipe qualificada de biomédicos e biólogos que fazem a triagem dos exames, outra etapa essencial nesta atividade. “Por isso, precisamos de uma equipe preparada e bem qualificada para dar respaldo aos números apresentados pelo coordenador Zettler. O que temos feito é preparar novos biomédicos, tanto no processo de triagem, quanto de rastreio. Neste caso, focamos no papanicolau, que é um exame de maior volume”, explica a profissional. Esse treinamento, conforme ela, é para identificar o que é o normal e comum em um papanicolau. E, a partir deste momento, detectar quais as células apresentam problema. A preocupação recai também, segundo a responsável, em como o material chega na lâmina para posterior análise.