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Lei Aldir Blanc motiva o setor de cultura no Noroeste Gaúcho

Recurso do governo serviu como impulso para a reestruturação do Conselho Municipal de Cultura de Santa Rosa

Fernando Keiber, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Santa Rosa
Fernando Keiber, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Santa Rosa Foto : Pâmela Prestes Keiber

Em tempos de pandemia, o setor cultural foi bastante prejudicado. O governo precisou articular planos e projetos para minimizar os impactos na sociedade e na vida de quem depende desse setor. Nesse cenário, a Lei Aldir Blanc surge para auxiliar profissionais da área que sofreram com as consequências das medidas de distanciamento social. O Conselho Municipal de Política Cultural de Santa Rosa, no noroeste gaúcho, reestruturou-se principalmente devido ao recurso, e as expectativas para a retomada do setor na região são positivas.

Fernando Keiber, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, conta que o primeiro passo para essa retomada foi reestruturar o Conselho. “Essa articulação se deu em virtude da Lei Aldir Blanc, que veio com a proposta de repassar o recurso que estava parado, oriundo do Fundo Nacional de Cultura. O Conselho se reergueu e estamos iniciando um novo mandato”, destaca Fernando. 

Um dos planos para a nova gestão é auxiliar a prefeitura de Santa Rosa com a Lei Aldir Blanc. Para isso, foram encaminhados dois membros do Conselho para formar um comitê gestor junto à prefeitura. Os recursos estão sendo depositados a nível estadual e municipal, ficando a cargo do município o subsídio a espaços culturais e o fomento. Entidades que foram prejudicadas nesse período vão receber esse auxílio e já foram cadastradas. Fernando também ressalta a importância dessa organização prévia. “A lei praticamente está pronta, está formado o comitê gestor, e a partir da publicação da portaria, vamos trabalhar para que esse recurso chegue onde deva chegar de maneira rápida e eficiente”, conta o presidente.

A Lei Aldir Blanc foi regulamentada neste ano pelo Governo Federal, e é considerada por Fernando uma das maiores conquistas do setor. “Ela é chamada de lei emergencial não só pela questão da emergência, no sentido de urgência, mas também no sentido de emergir, de um novo renascimento das artes e da cultura”. Junto a isso, está sendo feito na região um mapeamento dos artistas e dos espaços culturais, com o objetivo de criar indicadores sobre o setor cultural atualmente. “Estamos revigorando a arte a cultura, e esse renascimento é o mais importante, junto com esse recurso que chega em boa hora”, acrescenta Fernando.

Algumas atividades culturais presenciais estão retomando aos poucos, mas o digital se tornou um aliado. “Precisamos nos readequar e sair dessa com um aprendizado maior, aproveitando outros benefícios que a pandemia trouxe, como poder articular melhor o universo digital do qual a gente não vai escapar mais”, finaliza Fernando. A classe artística foi uma das mais impactadas com a pandemia, sendo primeiro setor a fechar.