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Saúde alerta pessoas que vão viajar na Páscoa sobre cuidados para evitar chikungunya e dengue

Regiões de Ijuí, Carazinho e Salvador das Missões registram aumento de casos

Secretaria de Saúde também alerta para importância de estar atento aos sintomas das doenças
Secretaria de Saúde também alerta para importância de estar atento aos sintomas das doenças Foto : Cristine Rochol / PMPA / CP memória

Diante do aumento dos casos de dengue e da confirmação de chikungunya no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Saúde de Porto Alegre alerta famílias com viagem marcada para o interior do Estado - especialmente para as regiões de Ijuí, Carazinho e Salvador das Missões - sobre os cuidados necessários para evitar as doenças.

Medidas de proteção individual são recomendadas, como uso de repelente corporal e elétrico, de ambiente, uso de telas milimétricas em portas e janelas e raquetes elétricas.

Roupas de mangas e calças compridas também são indicadas. Medicamentos só devem ser tomados depois de recomendação de profissional de saúde.

O uso de repelente corporal é recomendado a partir dos seis meses de idade. O tipo de produto depende da faixa etária da pessoa. Além do uso de repelente, é preciso atenção a sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya e buscar atendimento em serviço de saúde já no início dos sintomas.

Sinais

Para dengue, atenção a febre alta, acompanhada por dor no corpo e dor de cabeça. Para chikungunya, atenção aos quadros de febre alta de início repentino e dores fortes nas articulações, especialmente em locais com casos confirmados da doença ou pessoas que têm vínculo com pacientes confirmados para chikungunya.

Registros de casos

A Secretaria de Saúde do Estado emitiu alertas epidemiológicos em março para esses locais do interior gaúcho por causa do aumento de casos de chikungunya em Carazinho e circulação do sorotipo DENV-3 da dengue em Ijuí. Casos de chikungunya também foram confirmados em Salvador das Missões.

Em relação à dengue, há preocupação de autoridades da saúde com a circulação do sorotipo DENV-3 do vírus. Dos quatro sorotipos existentes do vírus da dengue, o Rio Grande do Sul costuma ter em circulação DENV-1 e DENV-2.

A introdução de um novo sorotipo no Estado traz a recomendação de maior vigilância e cuidados individuais.

“Uma pessoa que já foi infectada por algum sorotipo, ao contrair um diferente tem mais risco de ter complicações no quadro clínico”, destaca a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Porto Alegre, Evelise Tarouco.

Em Porto Alegre, há caso confirmado de chikungunya. Casos de dengue somam 3.277 até o dia 7 de abril. Na Capital circulam os sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-3.

“Esse cenário epidemiológico também indica o uso de medidas de precaução individuais e atenção a sintomas compatíveis com as doenças”, recomenda a enfermeira Raquel Rosa, da vigilância epidemiológica de Porto Alegre.

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