A visão de futuro a partir da tecnologia e da inovação também é destacada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Ernani Polo. Para ele, o objetivo principal do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável é duplicar ou até triplicar o PIB do RS a partir do estímulo para o crescimento dos 12 setores elencados: agronegócio, máquinas agrícolas, fertilizantes, produtos regionais, celulose, transição energética, equipamentos, máquinas e semicondutores, cadeia automotiva, petroquímica, turismo, saúde, e produtos e serviços digitais.
Polo reforça ainda que, apesar das catástrofes vividas nos últimos anos, o Estado tem criado um ambiente de negócios melhor, ampliando a capacidade de atrair investimentos.
“O RS está modernizado e tem avançado no uso de ferramentas tecnológicas para dar celeridade nos processos. Então, estamos confiantes de que é possível alcançar o patamar que o plano prevê de crescimento do PIB. Mas, para isso, a implementação dele é fundamental”, salientou.
Apesar de anteriores à divulgação do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável, o secretário acredita que alguns investimentos anunciados recentemente ajudarão a posicionar o RS no mapa internacional.
“Um exemplo é a consolidação do setor de data center. Acreditamos que podemos transformar o RS em um novo Vale do Silício. Essas estruturas serão cada vez mais necessárias. Além disso, temos uma característica de produção de energia renovável, que é priorizada pelas empresas desse setor. Então, com isso, é possível conectar pontas e abrir uma grande janela de oportunidades”, reforçou.
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Entenda o que é o plano
- Apresentado em outubro de 2024, o plano projeta um crescimento do PIB de 2% a 3% ao ano até 2030, com o planejamento de estratégias que orientarão o desenvolvimento pelas próximas décadas. A construção teve a participação de cerca de 500 profissionais, com o apoio da McKinsey.
- O plano segue três pilares: Econômico, que analisa a trajetória de crescimento do PIB; Inclusivo, que apura indicadores de renda e mercado de trabalho incluindo visão por região funcional para indicadores selecionados; e Sustentável, que analisa oportunidades selecionadas no contexto ambiental do Estado e seu posicionamento em termos de resiliência climática.
- Para isso, foram elencadas cinco prioridades (capital humano, ambiente de negócios, inovação, infraestrutura e recursos naturais) e identificados os 12 setores nos quais o RS apresenta demanda e competitividade (agronegócio, máquinas agrícolas, fertilizantes, produtos regionais, celulose, transição energética, equipamentos, máquinas e semicondutores, cadeia automotiva, petroquímica, turismo, saúde, e produtos e serviços digitais).
- Assim, o plano propõe ações concretas a serem implementadas em sinergia com diferentes integrantes do ecossistema para que o crescimento econômico ocorra de forma inclusiva e sustentável a partir das prioridades estratégicas elencadas nos 12 setores identificados.
- Entre as estratégias, está aumentar o valor agregado, reter a mão de obra e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade. Um dos desafios é o cenário demográfico atual do RS, que possui uma pirâmide etária envelhecida e precisa atrair e reter profissionais.
- A ideia é dobrar o crescimento econômico do RS. Nas últimas duas décadas, a média do RS ficou em 1,6% ao ano, por isso, a meta de chegar a 3%.
- “É importante crescer de forma sustentada, sem idas e vindas. Isso significa ter que blindar nossa economia”, afirmou o governador Eduardo Leite, na apresentação do plano.