O dia 5 de maio é definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Higienização das Mãos como forma de conscientizar profissionais de saúde e a sociedade sobre a importância da ação de higiene das mãos. O tema da campanha mundial para o ano de 2025 é: “Luvas, às vezes. Higiene das mãos, sempre”. A prática recebeu mais atenção após a pandemia, mas os cuidados devem permanecer.
Karine Ferreira de Oliveira, enfermeira do Controle de Infecção da Unimed Porto Alegre, lembra que a higienização das mãos é, hoje, a principal medida de prevenir infecções. É um pacto global da Organização Mundial da Saúde para melhorar e incentivar uma assistência limpa e mais segura. Essa data surgiu há pelo menos 20 anos para a gente, de fato, comemorar, relembrar sobre os princípios da técnica e os cinco momentos relacionados à higienização das mãos”, disse. A medida, que é simples, pode auxiliar a prevenir tanto infecções hospitalares como as cotidianas, como gripe e gastroenterite.
A higienização das mãos pode ser feita com álcool gel ou sabão/sabonete, dependendo da situação. “O álcool em gel, a gente mais utiliza na prática, tem que ter uma concentração de pelo menos 70% de álcool, ou pode ser feita com água e sabão nos casos de uma sujidade visível nas mãos, poeira, ah sujidade como terra, né, o sangue, secreção”, explica Karine.
O tempo para os dois tipos de higienização varia. No caso da água e sabão, é recomendado levar por 40 a 60 segundos. Já com álcool em gel, a orientação é de 20 a 30 segundos.
A orientação é de que as mãos sejam higienizadas sempre antes de comer, após utilizar o banheiro e antes de fazer alguma atividade no rosto, como coçar o olho ou colocar a mão na boca. “Na área da saúde, antes de tocar o paciente também higienizar as mãos, antes de fazer algum procedimento asséptico, depois de tocar no paciente e em superfícies próximas ao paciente, depois de ter contato com fluídos corporais, como sangue, secreções, urina, fezes, precisa higienizar as mãos e após qualquer contato que eu tiver com áreas próximas aos pacientes”, explica Karine.
“Sempre que puder carregar um álcool em gel na bolsa, no bolso, depois de tocar em maçaneta, depois da gente tocar no corrimão das escadas, apertar um botão de elevador, é importante que a gente faça a higienização, ele acaba sendo uma prática mais fácil e rápida para a gente ter as mãos mais limpas e seguras”, orienta.
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Mãos
No momento de lavar as mãos com água e sabão e com álcool em gel, Karine reforça a importância de higienizar bem a palma das mãos. “Não adianta só espalhar o produto, a gente precisa friccionar mesmo a mão na outra”, diz. É importante pegar uma quantidade adequada de produto, dependendo do tamanho da mão.
Após a palma da mão, a atenção deve ir para o dorso, que muitas vezes acaba sendo esquecido no dia a dia. Além do dorso, é importante higienizar os polegares, friccionando os da mão direita com os da esquerda. Também, dar atenção para a ponta das minhas unhas, higienizando na palma da mão contrária
“Uma parte que a gente sempre esquece de higienizar as mãos, é o dedão. A gente precisa voltar e fazer higienização desse dedão em movimentos circulares, pegando a parte anterior e posterior do dedão”, detalha Karine. Por último, os punhos, em movimentos sempre circulares.
Uma campanha de higienização que acompanha a Organização Mundial da saúde auxilia colaboradores da área em 47 unidades da Unimed Porto Alegre. Karina, que está realizando a ação em algumas unidades, lembra que a higienização das mãos é uma das metas de segurança do paciente.
Confira orientações para higienização das mãos: