Direto ao Ponto

"Ele gosta muito de se jogar", diz Guardado sobre Neymar

Jogador mexicano disse que arbitragem deve acabar com costume de brasileiro

Jogador mexicano disse que arbitragem deve acabar com costume de brasileiro
Jogador mexicano disse que arbitragem deve acabar com costume de brasileiro Foto : Yuri Cortez / AFP / CP
"Ele gosta mesmo de se jogar, o árbitro tem de julgar", disse um dos principais jogadores da seleção mexicana, Andrés Guardado, sobre Neymar, nesta sexta-feira, em Moscou, a três dias da partida das oitavas de final da Copa do Mundo contra o Brasil em Samara. "Todos conhecemos ele, não cabe a mim julgá-lo... Mas agora com o VAR (assistente de vídeo para a arbitragem) eles têm que ver, saber administrar. Ele gosta de exagerar as faltas, se jogar muito, é seu estilo. O árbitro tem que julgar e, de certa maneira, acabar com isso", comentou Guardado sobre camisa 10 do Brasil.

Nesta sexta-feira, o México treinou nas instalações do Dínamo de Moscou. Ao contrário da véspera, quando os titulares ficaram no ginásio, desta vez o técnico Juan Carlos Osorio fez uma essão no gramado com todos os jogadores. Antes, Guardado, que esteve acompanhado pelo goleiro reserva Alfredo Talavera na entrevista coletiva, analisou o momento da equipe, depois de duas vitórias e uma derrota para a Suécia (3-0) na terceira rodada. "Um dia somos os melhores, outro dia os piores, estamos acostumados com este tipo de situação. Passamos no grupo mais difícil do Mundial e ninguém dava nada pela gente. Mas não estamos contentes com a derrota, tínhamos na mão sermos os primeiros do grupo", disse o jogador do Betis. "Mas dizem que se aprende mais com as derrotas do que com as vitórias, porque mostra tudo de ruim. A partida contra a Suécia nos deu uma grande lição, por jogar contra esse estilo de jogo", acrescentou.

"A partida das nossas vidas"

Sobre o Brasil, disse que é "um rival que faz um futebol mais parecido com o nosso". "É a partida das nossas vidas. Também nunca tínhamos vencido da Alemanha em um Mundial, então, vamos agarrar isso, fazer história. Mas tudo isso é estatística e não entra em campo", afirmou, referindo-se às quatro partidas entre Brasil e México na história das Copas, com três vitórias brasileiras e um empate. "O que nos motiva não é que seja a partida para entrar na história. Nos motivam as oitavas de final, com o Brasil à frente e a uma vitória de jogar a quinta partida (pelas quartas). É o melhor cenário possível. Que maior motivação do que jogar a partida das nossas vidas contra o pentacampeão?", disse.

Guardado contou que os jogadores brincaram sobre como os jornais teriam tratado uma disputa contra a Suíça, que aconteceria se o México tivesse terminado no primeiro lugar da chave. "Brincando, dissemos que, se ganharmos (do Brasil) e chegarmos à quinta partida, não vai ter desculpa. Se tivéssemos sido os primeiros nos teriam dito 'ah era a Suíça...', somos assim", completou.

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