Um dos seis convocados para a Copa do Mundo que há quatro anos estava na seleção brasileira que sofreu o 7 a 1 da Alemanha, o volante Fernandinho deu a volta por cima e é hoje um "quase titular" do time que irá à Rússia. O jogador foi chamado pelo técnico Tite pela primeira vez em sua segunda convocação e começou como opção para a vaga de Casemiro. Ele considera o grupo do Brasil como difícil e pediu uma atenção diferenciada durante a primeira fase.
"É um grupo difícil e se você não tiver atenção redobrada pode ser surpreendido. Suíça e Costa Rica são seleções que participaram do último Mundial, sendo que a Costa Rica foi às quartas de final e acabou eliminada somente nos pênaltis. A Sérvia, no contexto geral, tem jogadores muito bons", afirmou Fernandinho ao Estado de São Paulo.
Fernandinho afirmou que aprendeu muito durante os últimos quatro anos, depois de fazer parte da geração que ficou marcada pela goleada sofrida para a Alemanha. "Foi um período bom, de muito aprendizado, muita melhora técnica, tática, física e psicológica. Hoje tenho colhido alguns bons frutos, principalmente no meu clube, com títulos e boas atuações", disse.
O volante, um dos destaques do Manchester City comandado por Guardiola, acredita que pode até junto de Casemiro em determinadas situações. De qualquer forma, Fernandinho explicou que quem ganha com isso é a Seleção e o técnico Tite. "Nos clubes, nós jogamos praticamente na mesma posição. Quando ele ficou fora na Seleção, acabei atuando nas Eliminatórias. Nos amistosos recentes, algumas vezes jogamos juntos. Acho que quem ganha com isso é o treinador e a seleção. Você tem dois atletas que podem fazer a mesma função, ou então fazer uma função diferente em determinado jogo. Em uma Copa do Mundo isso é válido porque o treinador pode arriscar, fazer um esquema tático ou alguma coisa diferente", analisou.
"Escaldado" por 2014, volante Fernandinho recomenda atenção redobrada na Copa
Atleta do Manchester City acredita que pode até atuar junto a Casemiro