A íntima relação dos gaúchos com a cultura germânica foi o que levou a STIHL, em 1973, a escolher São Leopoldo, uma das primeiras colônias alemãs no Brasil, como sede de sua fábrica no país. Desde então, a empresa familiar, com matriz em Waiblingen, na Alemanha, realiza diversas ações em homenagem a esta conexão entre os países.
Neste ano em que a diáspora dos alemães ao Brasil completa 200 anos não poderia ser diferente. Para celebrar a data especial, a STIHL patrocinou o documentário “Brasil & Alemanha - 200 anos de história”, produzido pela Produtora Brasileira, a ser lançado em novembro deste ano. A obra vai detalhar o processo de imigração e de colonização alemã na Região Sul.
Segundo o presidente da STIHL, Cláudio Guenther, a escolha do Rio Grande do Sul como sede da empresa no Brasil, em 1973, foi crucial para o desenvolvimento da companhia no país, que hoje possui 5 mil pontos de venda em diversos estados, além de permitir uma colaboração mútua entre a organização e a comunidade local. Atualmente, a STIHL emprega aproximadamente 3 mil pessoas e o conhecimento do idioma alemão é um diferencial.
“A origem alemã na região, oriunda dos primeiros imigrantes que chegaram em São Leopoldo na primeira metade do século XIX, foi de extrema relevância e impacto no processo de instalação da STIHL no município, em 1973. Ao longo do desenvolvimento da sociedade, o povo alemão sempre foi sinônimo de inovação e está ligado a diversas criações que transformaram o mundo.
A STIHL Brasil, por ser uma empresa familiar alemã, contribuiu para disseminar esta cultura de busca por conhecimento na região, o que impactou e segue impactando diretamente na evolução do município e do Estado. Atualmente, exportamos tecnologia produzida em São Leopoldo para o mundo, fato que muito orgulha a todos na organização”, afirma Guenther.
Como forma de consolidar esta parceria, a STIHL também promove intercâmbio de profissionais entre as unidades da empresa. Com foco na capacitação, o Job Rotation proporciona aos profissionais de todas as plantas no mundo a trabalharem também na Alemanha e aos alemães de atuarem no Brasil e demais países, experiência que pode durar entre três meses e cinco anos. A empresa oferece total apoio no processo de mudança, instalação na nova cidade e também suporte em questões legais e treinamento intercultural para adaptação.
O vice-presidente de Finanças e Administração da STIHL, Cleomar Prunzel, que também é presidente da Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (AHK-RS), reforça a importância da cultura e das organizações alemãs para o fortalecimento da economia nas cidades de imigração alemã.
“Vivemos até hoje a herança dos imigrantes que chegaram há 200 anos nesta Região. Sob o ponto de vista empresarial, a cultura alemã, reconhecida pela assertividade, foi disseminada e contribuiu com modelos para o mercado gaúcho e brasileiro, com foco em processos, produtividade e tecnologia. O impacto das organizações alemãs no PIB estadual e brasileiro é expressivo e representativo. A realidade celebrada hoje deve-se ao trabalho realizado pelos primeiros alemães, o qual influencia resultados que podemos ver presentes até hoje”, relata Prunzel.