CAPÍTULO 5 – UM NOVO BRASIL, MAIS PARECIDO COM A EUROPA
A concentração de títulos é uma novidade por aqui, mas não é exclusividade brasileira. Nas grandes ligas europeias, esse fenômeno é ainda mais evidente. Na Espanha, 21 dos últimos 25 campeonatos foram vencidos por Real Madrid ou Barcelona. Na Itália, Juventus, Inter de Milão e Milan dividiram 22 troféus no mesmo período. O Brasil resistiu — até agora. De 2000 a 2024, o Brasileirão teve 11 campeões diferentes. Mas a última década aponta uma tendência clara de concentração, com Palmeiras e Flamengo se consolidando como as principais potências.
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Ainda há esperança? Sim. Porque o futebol é o único esporte em que o mais fraco, às vezes, vence o mais forte. E porque, como se diz na arquibancada, "o jogo é jogado".
Em 2021, o Atlético-MG, antes de virar SAF, furou a bolha e foi campeão brasileiro. Em 2023, o Botafogo, já sob o comando do investidor americano John Textor, liderou boa parte do campeonato — e, mesmo que tenha sucumbido no fim, mostrou força. No ano seguinte, venceu a Libertadores e o Brasileirão. As exceções ainda existem. Mas são cada vez mais raras — e dificilmente incluem clubes associativos.