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Hospitais promovem educação continuada aos médicos

As instituições de saúde também utilizam a tecnologia em sua rotina, mas alertam para riscos de iniciar tratamentos sem orientação

Médicos e pacientes recebem orientações sobre desinformação
Médicos e pacientes recebem orientações sobre desinformação Foto : Magnific / CP

No Hospital Universitário (HU) de Canoas, são feitas reuniões com grupos de pacientes, como os que se preparam para cirurgia bariátrica, a fim de esclarecer condutas médicas e desconstruir mitos. O hospital ainda investe em programas de educação continuada aos profissionais.

“Todos médicos estão envolvidos. Tem um trabalho de educação continuada dos médicos para informar os pacientes e combater a desinformação”, afirma o diretor-técnico Fernando Farias.

O Hospital Moinhos de Vento também desenvolve iniciativas nesse sentido, como explica o superintendente-médico Luiz Antonio Nasi.

“Hoje, temos 30 projetos de IA no hospital e uma governança que funciona como um guarda-chuva de proteção de dados, veracidade da informação e checagem. Avaliamos a acurácia, a sensibilidade e a especificidade do que a ferramenta entrega, sempre sob a ótica do médico. Isso também é uma exigência do Conselho Federal de Medicina.”

O combate à desinformação sobre saúde também pode contribuir para otimizar recursos e tornar os sistemas de atendimento mais eficientes. “É importante que instituições de saúde, prestadores, hospitais e operadoras façam isso. A Unimed já toma medidas nesse sentido, porque o mau uso do sistema de saúde, a realização de procedimentos desnecessários, enfim, o excesso de investigações que não têm justificativa clínica, gera sobrecarga ao sistema que é ruim para todo mundo”, pondera o médico da Unimed/RS, Pablo de Lannoy Stürmer.

O consenso entre médicos é que as tecnologias vieram para ficar. A facilidade de acesso ao conhecimento sobre saúde é vista de forma positiva pelos profissionais, que também reconhecem as contribuições da IA para a atividade médica.

O alerta é para os riscos de iniciar tratamentos ou adotar outras medidas com base exclusivamente em conteúdos encontrados nas redes sociais ou gerados por ferramentas de inteligência artificial. Nesse cenário, o melhor caminho segue o mesmo há décadas, como relata o presidente do Simers, Marcelo Matias.

“Reconheço a importância das redes sociais. Acho que é importante que tenha profissionais, inclusive médicos, com excelente desempenho nas redes, mas o local correto para uma consulta médica não é o Instagram, é dentro de um consultório médico, onde pode-se fazer não só uma consulta completa como tirar dúvidas”, conclui.

O Cremers disponibiliza em seu site a ferramenta Médicos Ativos, que permite buscar profissionais pelo nome ou CRM e filtrar os resultados por especialidade e município, facilitando a verificação do registro e das informações profissionais. A consulta contribui para a segurança dos pacientes e para a prevenção do exercício ilegal da medicina. O registro profissional confirma que o médico está habilitado para exercer a profissão e sujeito às normas éticas que regulamentam a atividade.

Veja Também

Sinais de que um conteúdo sobre saúde pode ser falso:

  • Vídeos com movimentos pouco naturais.
  • Falhas na sincronização entre a fala e os movimentos da boca.
  • Alterações ou distorções em objetos e textos.
  • Vozes sem variações naturais de ritmo e entonação.
  • Promessas de curas rápidas.
  • Tratamentos apresentados como solução para diferentes doenças.
  • Recomendações generalizadas, sem considerar as condições individuais de cada paciente.