CAPÍTULO 9 – INVESTIMENTO NA BASE
Formar e vender jogadores sempre foi uma das principais estratégias de Inter e Grêmio. E continua sendo. Foi com a base que ambos sustentaram suas eras de maior sucesso. No ano passado, por exemplo, o Inter arrecadou R$ 258,3 milhões com venda de atletas — um recorde histórico que elevou a receita total para R$ 621 milhões. Mesmo assim, fechou o ano com déficit de R$ 34,4 milhões.
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A base, por si só, não resolve. Mas evita o colapso. “Minha aposta é investir na base. Já aumentamos receitas com patrocínio e TV. Não há mais de onde tirar. Só formando jogadores e vendendo no momento certo é que podemos gerar recursos reais”, defende Romildo Bolzan.
Além disso, os clubes precisam modernizar sua governança, reformar estatutos, agilizar processos decisórios e profissionalizar ainda mais seus departamentos. As amarras do modelo associativo tradicional tornam lentas decisões estratégicas que, em um mercado competitivo e acelerado, precisam ser rápidas.
O tempo da paixão segue vivo, mas a razão precisa comandar. Inter e Grêmio estão diante de um divisor de águas. E o que for feito nos próximos anos definirá se eles seguirão sendo grandes — ou apenas lembranças de um passado que não volta mais.