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À procura por um camisa 10

Personagem raro no futebol atual, meia clássico precisa se adaptar para encontrar espaço

Ronaldinho fracassou como camisa 10 na Copa de 2006
Ronaldinho fracassou como camisa 10 na Copa de 2006 Foto : John MaCdougall / AFP / CP
1º de julho de 2006. Nesse dia, o Brasil foi eliminado pela França de Zinedine Zidane na Copa da Alemanha. A derrota, que marcou o fim do sonho do título mundial do quarteto mágico, foi sobretudo a queda de Ronaldinho. O camisa 10 chegou à Alemanha eleito nos dois anos anteriores como o melhor jogador do mundo pela Fifa e saiu como um dos vilões na campanha de fracas atuações do time comandado por Carlos Alberto Parreira.

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Uma década depois, aquela derrota para a França parece ter marcado a última Seleção com um jogador como centro do meio-campo. Ronaldinho, embora atacante no Barcelona, na equipe de Parreira era o meia principal responsável pela criação das jogadas, exercia um papel que tradicionalmente no futebol brasileiro cabe ao camisa 10. No entanto, jogadores com essas características parecem cada vez mais sem espaço no futebol atual. Nas últimas Copas do Mundo, por exemplo, a 10 ficou com Kaká e Neymar. O primeiro, um meia com características diferentes do que podemos chamar de 10 clássico. O segundo, um atacante. Craque do time, Neymar é um finalizador – aos 23 anos já é o terceiro maior artilheiro com a camisa verde e amarela – e não um armador de jogadas.

Em razão dessa tendência, o Correio do Povo conversou com ex-jogadores, treinadores, analistas, profissionais base e atuais atletas sobre o camisa 10 clássico. Ainda existe espaço para ele no futebol atual? Os clubes brasileiros e a Seleção devem procurar por esse jogador?