O domingo foi marcado pela 1ª edição da Corrida do Trabalhador, organizada pelo Sesc 4º Distrito em Eldorado do Sul, na região Metropolitana, reunindo por volta de 400 participantes. Foi a primeira prova organizada pela entidade no município, um dos mais afetados do Estado pelas enchentes de 2024, após as históricas inundações. Os percursos de três e sete quilômetros não foram competitivos e não houve taxa de inscrição, e a corrida foi marcada pela solidariedade e integração com os moradores. Os participantes receberam medalhas e celebrados com festa na linha de chegada.
Os 200 primeiros ganharam ainda brindes e cada um doou um quilo de alimentos ou ração. “Hoje encerramos o Mês do Trabalhador com esta corrida, e também trazendo boas notícias para os praticantes deste esporte em Eldorado do Sul, porque finalmente a cidade vai ter estrutura para isto. Queremos fazer isso crescer muito e trazer cada vez mais pessoas que amam o esporte pra virem aqui correr conosco”, disse a prefeita Juliana Carvalho.
Segundo ela, há ainda outra novidade: o dique de proteção, construído para evitar novas inundações, terá uma pista em toda sua extensão, acima dele, com 8,6 quilômetros de extensão. A técnica em Esporte e Lazer do Sesc 4º Distrito, Stephanie Walter de Lima, comentou da satisfação em realizar a prova no município tão conflagrado pelas enchentes, porém que está praticamente recuperado da tragédia.
“Estamos em conversas para fazer novas edições, porque esta já foi um sucesso. Muitas pessoas gostam da prova competitiva, então acredito que a próxima já será”, salientou ela. O vencedor da prova de sete quilômetros foi o eldoradense Fernando Casaril, que havia corrido a Meia Maratona Internacional de Porto Alegre, no sábado.
“Fiz questão de vir para representar nosso município e trazer a vitória para casa. Precisamos destes eventos, incentivar o esporte, o futebol, a musculação, a corrida de rua, qualquer exercício físico, porque não traz benefícios somente para o corpo, mas para o comportamento mental das pessoas”, comentou ele. “Eu, assim como muitas pessoas, perdi meu trabalho, os móveis da minha casa nas enchentes, e aqui é uma questão de resiliência, de acreditar na cidade, nas pessoas que moram aqui e consequentemente, acreditar no esporte como um fator que muda vidas”, acrescentou.