Durante o 50º Congresso da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), em Bruxelas, o presidente da União, Aleksander Ceferin, afirmou nesta quinta-feira que a confederação europeia segue favorável à exclusão dos clubes e da seleção da Rússia das competições internacionais. Enquanto isso, do lado oposto de Ceferin, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou recentemente ser favorável a uma readmissão do país.
Desde o início da guerra na Ucrânia, a Uefa condicionou claramente o retorno dos russos ao final do conflito. “Não posso comentar o que a Fifa faz ou o que os governos dizem. O mundo muda. Vamos ver o que o futuro nos reserva”, declarou o dirigente esloveno.
Em uma entrevista concedida no dia 3 de fevereiro à emissora Sky News, Gianni Infantino respondeu afirmativamente a uma pergunta sobre o fim do veto à Rússia desde a invasão em grande escala à Ucrânia, há quatro anos. "Temos que considerar isso, sem dúvida” afirmou, assumindo uma postura inédita sobre o assunto.
Embora o conflito ainda continue em curso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou recentemente às federações esportivas que autorizem as equipes russas a participarem de competições juvenis, não profissionais.
"Esta exclusão não contribuiu em nada, só gerou mais frustração e ódio. O fato de as meninas e os meninos russos poderem jogar futebol em outras regiões da Europa seria algo positivo”, argumentou Infantino.
O dirigente acrescentou que a Fifa deveria considerar uma mudança em suas regras para que nenhum país possa ser excluído das competições. “Na realidade, nunca deveríamos proibir um país de jogar futebol devido aos atos de seus líderes políticos”. Pouco depois, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, elogiou em uma entrevista coletiva as palavras de Infantino.