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A poucas horas do jogo do Brasil, manifestantes protestam em Fortaleza

Grupo segue até estádio Castelão, onde ocorre partida contra o México

Segundo evento no Facebook, está confirmada a presença de 40 mil pessoas para as próximas horas
Segundo evento no Facebook, está confirmada a presença de 40 mil pessoas para as próximas horas Foto : Vanderlei Almeida / AFP / CP
Manifestantes se reuniram no final da manhã desta quarta-feira em Fortaleza (CE) para um ato público que reivindica direitos como saúde, educação e transporte público, além de protestar contra os gastos com a Copa do Mundo. O grupo também se solidariza às demais manifestações que têm ocorrido em diversos estados brasileiros nos últimos dias.

O grupo de manifestantes segue até o estádio Castelão, palco da partida entre Brasil e México na tarde desta quarta-feira. Há uma expectativa de que os torcedores também se manifestem e fiquem de costas para o campo no momento em que o hino nacional for executado. 

O protesto em Fortaleza é chamado +Pão-Circo e foi organizado, principalmente, via redes sociais. De acordo com a página do evento no Facebook, está confirmada a presença de 40 mil pessoas. Segundo um dos organizadores da manifestação, o jornalista Livino Neto, de 27 anos, não há como prever o quórum do protesto – que, além dos confirmados via internet, deve arregimentar mais pessoas ao longo do trajeto.

Segundo a organização do +Pão-Circo, a mobilização deve ser pacífica, mas vai destacar os gastos considerados excessivos para a Copa do Mundo. “Existe um gasto absurdo com a Copa do Mundo. Aqui no Ceará, só o Castelão custou R$ 500 milhões. Outro problema são as ameaças de remoção em função das obras para a competição. Em Fortaleza temos um déficit habitacional de pelo menos 70 mil unidades habitacionais. Dez mil famílias podem ser deslocadas por isso. Em vez de fazer (moradia) para quem não tem, você afasta ainda mais as pessoas”, explicou, sobre as principais motivações do protesto.

Outras reclamações do movimento são a falta de uma política voltada à região do semiárido, além da falta de transparência por parte dos governos em relação aos gastos com as obras para a Copa, o que, segundo ele, dificulta que se façam debates mais amplo em torno do tema. “A gente está em um momento muito especial no país como um todo, momento de resistência, em que as pessoas estão indo às ruas reivindicar o que é seu por direito. Acredito que, a partir daí, haja uma nova realidade de mobilização e de capacidade de organização para reivindicar direitos em um outro nível”, disse Neto.

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