Esportes

A salvação da lavoura do amanhã da Dupla

Grêmio e Inter debutam na Copa São Paulo sob expectativa de surgimento de jovens talentos que rendam lucros

Grêmio x Inter decidiram a Copa Sâo Paulo em 2020
Grêmio x Inter decidiram a Copa Sâo Paulo em 2020 Foto : Guilherme Rodrigues/GR Press/CP


Ao olhar para trás e espremer as escalações das duas equipes na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2020 é provável que o torcedor da Dupla se veja diante de um dilema frequente de dirigentes e treinadores assim que um jovem se destaca nas categorias base: dar mais tempo para aproveitá-lo no profissional ou garantir uma venda assim que apareça uma boa oportunidade como aconteceu nesta semana com Gabriel Carvalho?

Dos jogadores em campo cinco anos atrás, Adriel, Elias e Diego Rosa pelo lado do Grêmio, e Caio Vidal e Praxedes, do Inter são nomes que despertam a dúvida, pois venceram a barreira do time Sub-20 onde o funil é cruel com 90% de um grupo, mas ao mesmo tempo não corresponderam todas as expectativas, ainda que possam ter dado lucro.

Neste fim de semana Grêmio e Inter debutam na Copinha 2025 sob a expectativa de surgimento de um novo talento para servir a Roger Machado ou Gustavo Quinteros, mas principalmente pelo que representa para <CW-16>os cofres dos clubes quando isso acontece. Como de fato ocorreu esta semana quando Gabriel Carvalho, de 17 anos, ao acertar para o meio do ano a troca da Bom Jesus, em Porto Alegre pela Arábia Saudita por 22 milhões de euros em uma das maiores transações da história colorada.

O jovem meia lançado e não aproveitado por Eduardo Coudet, mas prestigiado por Roger ainda terá ainda alguns meses de Beira-Rio, porém já cumpriu a meta de quem aposta na base. Três dígitos de Reais significaram o alívio financeiro da gestão no apagar das luzes de 2024.
Meses depois do pentacampeonato da Copinha em 2020, Praxedes e Caio Vidal estavam no time de Abel Braga, vice-campeão Brasileiro. No ano seguinte o meia seria vendido ao Bragantino por R$ 39,9 milhões. De lá, foi para o Vasco e agora está no Atlhetico, rebaixado para a Série B. O atacante, depois de passar pelo Bahia, foi vendido ao Ludogorets, da Bulgária, em valores não divulgados, o que sugere uma desvalorização. Ou seja, do ponto de vista desportivo ambos pouco entregaram e financeiramente só Praxedes colaborou com a venda aos paulistas.

No Grêmio, Diego Rosa quase não apareceu com Renato e foi vendido ao Grupo City por 5 milhões de euros aos 17 anos. Não jogou por lá e peregrina por clubes menores. Elias, por bem menos, cerca de 1,5 milhão de euros, foi para o New York Red Bulls. Antes de sair, ainda beliscou um Gauchão em 2022. Nos Estados Unidos onde permanece até hoje tem espaço que não conseguiu conquistar por aqui. Enquanto olheiros do mundo todo farão anotações dos jogadores da Copinha, dirigentes e técnicos da Dupla certamente também farão as suas. Com a calculadora ao lado.