"O nosso procedimento era de conversar no seguinte sentido: no julgamento do Gilberto (dia 2 de dezembro), eu pedi que ele viesse porque ele era importante para a equipe. Na verdade, quem faz essa avaliação é o clube, se vai mandar ou não. No caso do Gilberto, eles mandaram. No caso do Héverton, não. Fiz a defesa normal e durante o julgamento (do Héverton) o Valdir me ligou algumas vezes para saber do (pedido de efeito suspensivo) do Gilberto (que havia sido julgado e condenado dias antes), e eu logo já passei o resultado do Héverton", disse Osvaldo.
"O que eu nunca tinha falado, mas agora vou falar até porque ele (Valdir Rocha) também está falando um monte de coisas, é que quando eu passei o resultado (do julgamento) para ele, ele brincou e disse: 'O Héverton não tem problema, esse está indo embora, não joga nada, podia pegar dez ou vinte partidas' e falou para eu focar em colocar o Gilberto em campo" enfatizou.
A fim de provar sua inocência no caso, o advogado diz estar disposto a mostrar seus registros telefônicos e bancários. De acordo com Sestário, o promotor responsável pelo caso já entrou em contato e ele deve ser o último a depor no Ministério Público.
"Acho importante isso, vou colaborar com tudo que o Ministério Público quiser. O promotor disse que já tem toda a história, só falta me ouvir", contou.
Em decorrência da escalação de Héverton na partida contra o Grêmio, a Portuguesa acabou punida com quatro pontos, que custaram ao clube o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.