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Ancelotti não antecipa time e brinca sobre eventual cobrança da torcida brasileira

Na véspera da estreia na Seleção, treinador elogia Estevão, fala no peso da camisa do Brasil, cita Pelé e avisa que qualidade individual não é o suficiente para ter sucesso

Ancelotti estreia nesta quinta-feira no comando da Seleção Brasileira
Ancelotti estreia nesta quinta-feira no comando da Seleção Brasileira Foto : RODRIGO BUENDIA/ AFP / CP


Com décadas de experiência no futebol, Carlo Ancelotti trata com tranquilidade os momentos que antecedem a sua estreia no comando da Seleção Brasileira. Pelo menos foi o que demonstrou o italiano na entrevista coletiva na véspera do duelo do Brasil com o Equador, nesta quinta-feira, em Guayaquil, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

"Penso que é algo muito bonito para minha carreira estar aqui, treinar uma seleção pela primeira vez, ainda mais a seleção do Brasil, que não é uma qualquer. Histórica. Penso que tenho uma grande ilusão", disse o treinador ciente de que, mesmo com o carinho recebido nos primeiros dias em solo brasileiro, precisar dar resultado: "O Rio me encantou, gostei muito. Um panorama fantástico desde o Cristo, o recebimento, os estádios, o futebol brasileiro. Tudo perfeito, vamos ver amanhã (risos).

Ancelotti mostrou conhecimento do adversário, elogiou jogadores como Pacho, campeão da Liga dos Campeões pelo PSG no sábado. Pelo lado do Brasil não adiantou nem o time nem o esquema. Não antecipou se usará Matheus Cunha ou Richarlison no ataque e garantiu que o centroavante com quem trabalhou no Everton-ING, assim como Casemiro no Real Madrid, foram chamados por méritos próprios. Em especial, elogiou a joia do Palmeiras.

"Estevão não conhecia porque não vi diretamente, só vi em vídeo, na TV. Ele tem um talento especial, extraordinário que tem que aprender coisas. Mas seu caráter parece um garoto humilde, bom, com gana, personalidade. Isso me parece bom", comentou Ancelotti que deu também uma espécie de recado sem alvo, claro, mas que certamente encontra eco tal qual as críticas dos últimos tempos a alguns jogadores das novas gerações.

"Só a qualidade individual no futebol não é suficiente. Tem que incorporar o sacrifício, atitude. O jogador brasileiro tem uma sorte nisso, porque a camisa do Brasil pesa muito e creio que é um grande orgulho vestir, porque eles são os melhores do mundo, e teve o maior: Pelé", completou Ancelotti, o quarto estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira.