Esportes

Aos 80 anos, Breno é exemplo e estímulo para futebol senior

Homenagem ocorreu no campo da PUCRS na manhã deste sábado

Breno Marangheello foi homenageado pela Associação Senior de Futebol
Breno Marangheello foi homenageado pela Associação Senior de Futebol Foto : Tarsila Pereira
O tradicional jogo de sábado da Associação Senior de Futebol (ASF), de Porto Alegre, foi um pouco diferente neste final de semana. Isso porque a partida, que ocorreu no campo da PUCRS, foi em homenagem ao integrante mais velho do grupo: Breno Marangheello, que recém completou 80 anos.

Devidamente fardado, Breno, que jogou futebol muitos anos como amador, viveu um dia de celebridade. Entre cumprimentos dos colegas, ele era constantemente abordado para tirar foto e escutava dizeres como “o exemplo do grupo” ou “o estímulo para continuar sempre”.

Profundamente emocionado, ele não escondia a felicidade, que era compartilhada com o filho Carlos Augusto, de 53 anos. Para ele, o êxito do pai estava associado ao seu gosto pela vida. “Quem ama o que faz e como faz sempre vai querer viver. E isso foi uma das principais coisas que aprendi com meu pai”, comentou o filho.

Para Breno, os seus 80 anos se misturam em grande parte com o futebol. É no esporte que ele fez grandes amizades ao longo da sua vida e teve a oportunidade de viajar e jogar em lugares considerados especiais, como o estádio Olímpico, pouco depois da inauguração e há um ano atrás. “O futebol faz bem para o corpo e para a mente. No campo, a mente voa e tranquiliza”, contou ele, um dos fundadores da ASF, após receber uma bola autografada pelos amigos.

Foi este o clima de confraternização que marcou o jogo da Associação, que é formada há 12 anos e funciona como uma família. Tudo começou com um pequeno grupo de amigos que decidiu realizar jogos semanalmente. Com os convites feitos a outros amigos, a ASF conta com 40 integrantes.

Para integrar o grupo são necessários superar dois critérios. Primeiro, ter mais do que 40 anos e, o segundo, superar a convivência por mais de seis meses. “É preciso saber se a pessoa se adapta porque é um compromisso, faça sol ou chuva”, conta um dos fundadores Francisco Lammas, lembrando que o grupo começa a jogar no primeiro sábado de março e só para no primeiro de dezembro.

Para o presidente da Associação, Mauro Hauschild, o clima de família é uma vitória conseguida pela Associação. Isso porque todos são amigos e, no campo, mesmo com a rivalidade, se divertem e confraternizam. “É uma diversão”.


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