Devidamente fardado, Breno, que jogou futebol muitos anos como amador, viveu um dia de celebridade. Entre cumprimentos dos colegas, ele era constantemente abordado para tirar foto e escutava dizeres como “o exemplo do grupo” ou “o estímulo para continuar sempre”.
Profundamente emocionado, ele não escondia a felicidade, que era compartilhada com o filho Carlos Augusto, de 53 anos. Para ele, o êxito do pai estava associado ao seu gosto pela vida. “Quem ama o que faz e como faz sempre vai querer viver. E isso foi uma das principais coisas que aprendi com meu pai”, comentou o filho.
Para Breno, os seus 80 anos se misturam em grande parte com o futebol. É no esporte que ele fez grandes amizades ao longo da sua vida e teve a oportunidade de viajar e jogar em lugares considerados especiais, como o estádio Olímpico, pouco depois da inauguração e há um ano atrás. “O futebol faz bem para o corpo e para a mente. No campo, a mente voa e tranquiliza”, contou ele, um dos fundadores da ASF, após receber uma bola autografada pelos amigos.
Foi este o clima de confraternização que marcou o jogo da Associação, que é formada há 12 anos e funciona como uma família. Tudo começou com um pequeno grupo de amigos que decidiu realizar jogos semanalmente. Com os convites feitos a outros amigos, a ASF conta com 40 integrantes.
Para integrar o grupo são necessários superar dois critérios. Primeiro, ter mais do que 40 anos e, o segundo, superar a convivência por mais de seis meses. “É preciso saber se a pessoa se adapta porque é um compromisso, faça sol ou chuva”, conta um dos fundadores Francisco Lammas, lembrando que o grupo começa a jogar no primeiro sábado de março e só para no primeiro de dezembro.
Para o presidente da Associação, Mauro Hauschild, o clima de família é uma vitória conseguida pela Associação. Isso porque todos são amigos e, no campo, mesmo com a rivalidade, se divertem e confraternizam. “É uma diversão”.