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Após atentados em Paris, segurança vira tema central para a Eurocopa de 2016

Campeonato será disputado na França entre 10 de junho e 10 de julho do ano que vem

Campeonato será disputado na França entre 10 de junho e 10 de julho do ano que vem
Campeonato será disputado na França entre 10 de junho e 10 de julho do ano que vem Foto : Reprodução / UEFA / CP
Desde o ataque à sede do jornal francês Charlie Hebdo em janeiro deste ano, o tema segurança tornou-se a principal preocupação do Comitê Organizador da Eurocopa 2016, que será disputada na França entre 10 de junho e 10 de julho. Após os atentados terroristas que deixaram mais de 120 mortos em Paris, na última sexta-feira, o assunto volta a ser debatido na Europa.

"Os atentados de janeiro mostraram que o risco é mais agudo, mas isso não muda o fundamental. Desde janeiro, nós realizamos uma reavaliação dos riscos. A terrível tragédia de sexta-feira tem o mesmo efeito. O método não muda, o que muda é a gravidade do risco. Nós vamos tirar lições dos últimos acontecimentos para o planejamento preventivo e operacional", garantiu Jacques Lambert, presidente do Comitê Organizador da Eurocopa para a Agência France Presse (AFP).

O presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët, reconheceu ao jornal francês L'Equipe que há uma inquietação para a realização da Eurocopa 2016 e que hoje essa agitação está mais forte. Com 51 jogos distribuídos em 10 estádios (Paris, Saint-Denis, Lille, Lens, Lyon, Bordeaux, Saint-Étienne, Toulouse, Marselha e Nice) e com a estimativa de 8 mil visitantes em solo francês, o torneio continental aparece como possível alvo de novas ações de terroristas.

Em setembro, um protocolo de segurança foi assinado entre o Estado e a FFF. O acordo esclarece os responsáveis pela segurança durante a competição. Os estádios, os campos de base, os hotéis das seleções e dos membros da Uefa são de responsabilidade do organizador, enquanto que o Estado deve cuidar da segurança no entorno desses locais.

A realização de fan fests, espaços públicos usados para reunião de torcedores e curiosos durante os jogos e para diversas atrações de entretenimento, na Eurocopa é um impasse. A rádio francesa RTL divulgou que o financiamento desse tipo de espaço de convivência sofreu atraso em algumas cidades, já que os municípios estão preocupados com a segurança, confiada a agências de segurança privada.

UEFA

A Uefa emitiu comunicado oficial nesta segunda-feira para negar a possibilidade de a Eurocopa de 2016 não ser realizada na França por conta dos atentados terroristas que atingiram Paris, reivindicados pelo Estado Islâmico. Um dos alvos dos ataques foi o Stade de France, que recebia um amistoso entre França e Alemanha.

"Por conta dos dramáticos eventos ocorridos na última sexta-feira em Paris, a Uefa e o Comitê Organizador da Eurocopa gostariam de reafirmar seu compromisso em colocar a segurança no centro de seus planos organizacionais. Não há nenhuma razão para acreditar que a Eurocopa pode ser alvo de qualquer ataque", disse à Uefa, em comunicado.

No texto, a entidade máxima do futebol europeu diz que "as possíveis ameaças terroristas sempre foram levadas em conta, desde o início do projeto" e que, junto como Comitê Organizador e as outras partes envolvidas no projeto "vai continuar o trabalho conjunto para monitorar o nível de risco para o torneio".

A Uefa ainda diz que, ao longo dos últimos três anos, trabalho próxima a relevantes autoridades para desenvolver os mecanismos mais apropriados para garantir "que o torneio seja seguro". A nota garante que a Uefa está segura de que todas as medidas necessárias serão tomadas.

"A Eurocopa vai acontecer conforme tabela estabelecida em 12 de dezembro em Paris e a competição será jogada na França de 10 de junho a 10 de julho de 2016", concluiu a Uefa, não deixando margem para dúvidas.