Apesar de já terem agendado o encontro nas redes sociais ainda na noite de domingo, nenhum policial estava no local para fazer a segurança dos atletas. "Protegidos" por um cordão de isolamento, os seguranças do Botafogo, Ivan e Almeida foram os encarregados por conter os ânimos dos torcedores.
Os torcedores, alguns com camisas de suas organizadas, deram socos e pontapés no ônibus e gritaram palavras agressivas para os jogadores até a partida para o Engenhão, onde treinam ainda nesta tarde. O técnico Oswaldo de Oliveira, com olhar fixo para os que protestavam, ao ouvir xingamentos, sem parar para discutir, chegou a proferir algumas palavras. Ovos podres foram atirados. O primeiro a desembarcar para ver como estava o ambiente foi o segurança Almeida. Em seguida, o outro segurança, Ivan chegou para tentar acalmar os torcedores, que responderam: “Ivan, não tem desenrolo".
Com os jogadores já no ônibus, eles gritaram coisas como "Não é mole, não! Tem que ser homem para jogar no meu Fogão!". Depois que os atletas partiram, os torcedores, ainda exaltados, se organizaram para ir ao Engenhão, o time tem treino marcado, já que na quarta-feira, às 21h, enfrenta a Portuguesa, pela 34ª rodada do campeonato Brasileiro.
Todos os jogadores, exceto o goleiro Jefferson, foram hostilizados. Seedorf não foi poupado pelos botafoguenses. Para o holandês, eles gritaram: “Honra a camisa, Negão. Honra o teu salário”.
Alheio a manifestação, o camisa 10 do Alvinegro parou para tirar foto com um torcedor. Seedorf foi o último jogador a entrar no ônibus. Um dos ovos atirados acertou o vidro ao lado de onde ele se encontrava.