"Vou estudar um pouco para ver o próximo passo. Se vou tentar um agravo regimental ou tentar fazer com que o agravo de instrumento seja julgado mais rápido", contou. O advogado ainda contestou a posição do desembargador que analisou o agravo de instrumento da CBF.
"Efetivamente, o desembargador não analisou o mérito, a argumentação que eu apresentei e os pontos que levaram o juiz de primeiro grau a dar a liminar. Deixou de lado as questões do Estatuto do Torcedor e falou só sobre a insegurança jurídica que a situação pode trazer ao Brasileiro", contestou.
Na visão de Luiz Paulo, a CBF e a Conmebol não teriam meios para uma retaliação a ele e ao Flamengo por causa da ação na Justiça Comum. "Não vejo onde a CBF pode me retaliar. Ela não pode me atingir. Da mesma forma, não vejo como o o processo pode afetar o Flamengo. Estou fazendo um exercício individual do meu direito. Não é o clube que move a ação. Torcedores do Corinthians também entraram com ação e assistiram ao jogo quando teve portão fechado depois de Oruro", contestou.
O advogado ainda diz que um cenário, ainda que improvável, de acordo entre Portuguesa e CBF não o tiraria da batalha judicial para impedir o cumprimento da decisão do STJD. "Um possível acordo também não muda nada. O prejuízo ao Flamengo, por consequência, o constrangimento, permanece, independentemente do que a Portuguesa vá acordar", finalizou.