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Após recorde, Cielo festeja fim da ansiedade e desabafa

Nadador brasileiro cravou 20s91 nos 50 metros livre em São Paulo

Nadador brasileiro cravou 20s91 no Torneio Open, em São Paulo
Nadador brasileiro cravou 20s91 no Torneio Open, em São Paulo Foto : Satiro Sodre / AFP
Depois de quebrar o recorde mundial dos 50 metros livre, nesta sexta-feira pela manhã, em São Paulo, com a marca de 20s91 no Torneio Open de Natação, no Clube Pinheiros, o brasileiro César Cielo comemorou o fim do período de ansiedade que ele vivia por almejar o objetivo. O nadador tinha pressa em obter o feito porque, a partir de 2010, os maiôs tecnológicos estarão proibidos. Cielo revelou que perseguia a marca mundial dos 50 metros desde a Olimpíada de Pequim, em 2008, quando conquistou a medalha de ouro da distância.

"Olha, eu queria muito terminar esse ano como melhor dos 50 e melhor dos 100 metros. Bati na trave duas vezes nesse campeonato, não estava fácil, estava engasgado já. Mais do que pra mim, queria esse resultado para o Albertinho (técnico Alberto Silva), que me treina desde quando eu tinha 16 anos. Ele merecia ter esse resultado no currículo dele também", afirmou Cielo, em entrevista ao SporTV.

O nadador desabafou contra quem considera que o seu sucesso nas piscinas só se devia ao trabalho que ele vem realizando nos Estados Unidos com o técnico Brett Hawke.

"Mais do que pra mim, pra ele (Albertinho) não é fácil eu voltar de uma Olimpíada como campeão olímpico, voltar do Mundial como recordista e campeão mundial e ele ter de segurar a bomba sozinho. Todo mundo cobrando, falando que o resultado nunca pertenceu ao Brasil, e está aí. Treinei o semestre inteiro no Brasil, com o Albertinho, e deu certo", ressaltou Cielo.

Ao mesmo tempo, o brasileiro afirmou que ficou feliz por realizar o desejo dos torcedores que por pouco não festejaram o recorde mundial em outras oportunidades, como na última quinta-feira, quando Cielo obteve o segundo melhor tempo da história dos 50 metros livre ao cravar 21s02 no Clube Pinheiros.

"Eu não queria mais ouvir a galera gritando ''óóó'' toda hora. Não poderia ter terminado o ano de forma melhor. Eu queria agradecer o Albertinho por tudo e pelo Brett (Hawke) por ter vindo até aqui. Eu tinha avisado a ele (Hawke) que eu iria conseguir, mas ele não tinha acreditado muito, e ele foi fundamental para eu ter conseguido bater esse recorde", disse.

Na sequência, Cielo lembrou que agora entrou para a história como o nadador mais rápido do mundo não apenas por ser o atual campeão mundial dos 50 metros livre. "Eu nunca fui o melhor no papel, sempre consegui ganhar, mas o recorde dos 50 eu queria desde a Olimpíada. O (recorde dos) 100 (metros) acabou vindo primeiro, mas agora é colocar meu nome no quadro de Auburn (local onde treina nos Estados Unidos) de recordes e tirar o (nome do francês Frederick) Busquet de lá que agora o tempo é meu".