No dia da final, pegou um táxi nas redondezas do Cete, no bairro Menino Deus, e informou como destino a Sogipa. O taxista alegou não conhecer o clube e ficou dando voltas pela cidade. Ansiosa, Rose pedia pressa, mas sem lograr sucesso. Ao final de mais de uma hora dentro do veículo, ainda viu o motorista cobrar “bem mais de R$ 100” por uma corrida que, mesmo se estivesse em bandeira 2 — o que não era o caso — não daria nem R$ 30. “Reclamei e disse que não tinha como pagar tudo isso. Como ele viu que eu estava muito braba, me disse que ia fazer um desconto e cobrou R$ 85”, revela a camaronesa. Só que o (outro) problema é que a demora no táxi foi tanta que quando chegou à Sogipa, a prova já havia começado.
Para piorar a situação, Rose ainda tinha, teoricamente, uma chance de disputar a medalha no lançamento de dardo. Precisava apenas contar com a anuência das demais adversárias. “A responsável pela organização me disse que a prova já havia começado e que para eu participar, ela precisava da autorização de todas as demais atletas. Só que elas não concordaram. Fiquei de fora”, diz, sem esconder a revolta pela falta de espírito esportivo.
Abatida, a camaronesa pensou em abreviar a estada em Porto Alegre. Com passagem de volta marcada para domingo, última dia de competição, tentou antecipar a viagem, mas viu-se diante de mais problemas. O telefone celular que adquiriu na semana passada na Capital também não funcionou, o que tornou mais complicada a tarefa de entrar em contato com a companhia aérea ou quem quer que fosse para resolver a situação. Como não pôde competir, Rose torce agora para que possa receber ao menos o reembolso do valor da inscrição no Mundial e diminuir os gastos para a vinda, que ficaram acima de R$ 8 mil.