Murer entrou para a história do esporte brasileiro ao se tornar a primeira competidora a faturar uma medalha de ouro na história do Mundial de Atletismo. Antes, o País havia conquistado cinco pratas e cinco bronzes nas edições anteriores da competição. "É emocionante só de pensar, é a primeira vez que vamos ouvir o Hino Nacional numa cerimônia de premiação num Mundial de Atletismo", afirmou Murer, que voltou a dividir os méritos pela sua conquista.
"Pude evoluir porque teve quem acreditou em mim. E pude chegar a este nível profissional porque investiram em mim. Foi o trabalho do Elson (seu treinador e marido Elson Miranda), do Vitaly (Petrov, especialista ucraniano contratado pela CBAt para dar assistência à prova no Brasil), meu clube (BM&FBovespa), a confederação e seus patrocinadores. Foram as pessoas que me atenderam, treinadores, médicos, pessoal de apoio. E foi a paciência para esperar, porque demorei 15 anos, desde que comecei a treinar em Campinas, até vencer aqui em Daegu", afirmou.
Murer terá pouco tempo de descanso após a conquista do título mundial. A brasileira voltará a competir no dia 8 de setembro, na etapa de Zurique da Diamond League. Depois, vai se preparar para a disputa do Jogos Pan-Americanos, em outubro, na cidade de Guadalajara.
"É hora de curtir, depois da cerimônia volto aos treinos e o Elson pega pesado", disse. "Vou me preparar para Zurique", afirmou. "Depois, descansar um pouco e voltar aos treinos para o PAN (em outubro)", completou.