Esportes

Aperta o cerco por uma CPI da CBF

Romário, Ricardo Teixeira, Antony Garotinho dão sequência à tramitação da PFC

Romário cobra mais explicações
Romário cobra mais explicações Foto : Diogénis Santos / Ag. Câmara / CP
Alguns deputados federais estão unindo-se para fechar o cerco à CBF. Primeiro foi Romário, que cobrou explicações do presidente da entidade, Ricardo Teixeira, sobre as denúncias de corrupção envolvendo o nome do dirigente. Ontem, o deputado Antony Garotinho protocolou um requerimento contra a presidência da Câmara dos Deputados por não dar sequência à tramitação da Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), contra a CBF.

"A PFC tem os mesmos poderes de uma CPI, pode convocar, solicitar balancete, investigar, quebrar sigilo, mas é restrita a entidades do poder público ou que recebem verba pública", disse Garotinho, explicando que a CBF, a Fifa e seus representados, receberam incentivos fiscais de R$ 1,1 bilhão. De acordo com o deputado federal, Ricardo Teixeira é sócio de empresas que atuam com o Comitê Organizador Local da Copa de 2014, como pessoa física, e tem o poder de indicar quais vão realizar atividades relacionadas ao Mundial.

"Essas empresas vão receber incentivos fiscais, municipais, estaduais e federais. Qualquer tipo de evento. É ele (Teixeira) que indica, e não paga imposto."

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