Se tem uma situação que todo atleta de alto nível quer evitar é estar frente a frente com um médico e ouvir dele a sentença: "Você vai precisar de cirurgia". Mas quando isso é inevitável, a saída é amenizar o desgaste físico e emocional que certamente ocorrerá. Esse é o trabalho do psicólogo Márcio Marques, especialista na área esportiva. Na semana passada, ele ganhou um novo desafio na carreira: não deixar que a ruptura dos ligamentos do joelho prejudique a carreira promissora da judoca Natália Bordignon, da Oi/Sogipa e da seleção brasileira.
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Pela segunda vez em menos de dois anos, a atleta será submetida a uma cirurgia para reconstrução dos ligamentos. Serão no mínimo mais seis meses de recuperação e muita fisioterapia antes de pisar novamente no tatame. "O importante, nesta hora, é estabelecer metas de curto, médio e longo prazo, além de dar o apoio social para que o atleta, que tem a personalidade baseada no esporte, não sinta um vazio", diz Marques, que também é coordenador da Pós-Graduação em Psicologia Esportiva da Feevale, único curso do tipo no Rio Grande do Sul.
Apoio social significa nada mais nada menos do que manter Natália envolvida com o judô, mesmo que fora do tatame. É o que Marques e o técnico da Oi/Sogipa, Antonio Carlos Pereira (Kiko), estão fazendo com a atleta durante o Grand Slam que termina neste domingo no Rio de Janeiro. Natália competiria, mas foi cortada devido à lesão. "Essa convivência é importante. É bom para ela saber que aconteceu com outras pessoas e o mundo não acabou", explica Marques, ressaltando a recuperação de colegas de equipe como fator motivacional. Além de Natália, outros quatro atletas da Oi/Sogipa já sofreram com a mesma lesão.
Apoio de psicólogo auxilia na recuperação de judoca
Natália Bordignon lesionou-se na véspera de lutar o Grand Slam do Rio