Esportes

Após duas semanas de STU em Porto Alegre, Restinga e Mário Quintana ganham novas pistas de skate

Passagem do STU pela capital gaúcha impulsionou a revitalização de espaços tradicionais da cidade, com projetos desenvolvidos de forma coletiva com skatistas

O Mario Quintana é um bairro conhecido por sua intensa vida comunitária
O Mario Quintana é um bairro conhecido por sua intensa vida comunitária Foto : Acervo Spot/Divulgação/CP

Existem muitas formas de deixar um legado. Dessa vez, o STU National fez mais do que mostrar para crianças e jovens que o esporte pode ser uma diversão e também uma profissão. Foi o momento de transformar chão em lazer. Depois da passagem do maior circuito nacional de Street e Park do mundo, o Nation e o Pro Tour STU pela Orla do Guaíba, foi a hora de dois bairros tradicionais da cena colherem os frutos dessa integração: A Restinga e o Mário Quintana.

O curioso é que o mesmo arquiteto que ajudou a projetar o a Mega pista do Trecho 3, Frederico Cheuiche, arrumou um jeito de chamar a atenção também para o bairro Mário Quintana. A região foi escolhida por ser marcada por seus espaços públicos de convivência e por ter o skate como protagonista na prática esportiva e cultural. O bairro recebeu reforma de trechos com desgaste, buracos e desprendimento de material e o projeto foi desenvolvido de forma coletiva.

“Desenhamos um obstáculo novo junto aos skatistas locais, composto por um palco manual para manobras de equilíbrio com as rodas da frente e as de trás, voltado para o público iniciante. Junto a esse obstáculo temos uma borda, um banco já para as manobras de grinds e slides. Esse obstáculo foi construído em cima de uma rampa que era pouco utilizada conforme relato dos praticantes”, explicou o arquiteto.

A Restinga se destaca como um dos bairros mais populosos de Porto Alegre | Foto: Acervo Spot/Divulgação/CP

Do outro lado da capital: um dos bairros mais populosos de Porto Alegre e com forte conexão com o skate como ferramenta de transformação social. A pista local da Restinga que foi revitalizada, se consolidou ao longo dos anos como espaço fundamental para crianças e jovens: tudo isso por causa do esporte. Cheiuche, da empresa Spot, explicou como o projeto se desenrolou.

“Na Restinga, como nós chegamos a fazer uma intervenção de obstáculos novos há três anos junto ao STU, construímos agora uma trave. Nosso foco ali agora foi resolver problemas também de patologias da construção, como manutenção, tratamento das juntas e reparos de buracos. Observamos o empenamento de placa, então houve um corte, desgaste e nova concretagem desses trechos que precisavam realmente ser revitalizados”, esclareceu Cheiuche.

Além de estrear o calendário do skateboarding de 2026, a etapa do STU National no Rio Grande do Sul mostrou a face mais importante do STU: um agente de transformação social no Brasil ao aliar grandes competições a investimentos em infraestrutura.

É através desses exemplos que o STU acaba por mostrar que o esporte vai além das disputas, promovendo inclusão e cidadania dentro dos espaços públicos que muitas vezes se encontram abandonados. Aqui, o skate não espalha somente a vibe radical consigo mas se reforça como agente de oportunidades.

*Com supervisão de Carlos Corrêa

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