Esportes

Arbitragem não protege os talentos no Brasil, diz Lucas

Meia do São Paulo afirmou que academia o ajuda a aguentar as pancadas

Lucas reclamou das pancadas nos últimos jogos
Lucas reclamou das pancadas nos últimos jogos Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Um mês depois de desabafar publicamente a irritação com críticas ao seu excesso de individualismo, Lucas está apanhando como nunca dos zagueiros adversários. Diante do risco de sofrer lesão mais grave, Lucas pede proteção aos árbitros. "A arbitragem não protege tanto a gente. Isto não é um apelo, mas tem que proteger quando houver falta, independentemente se for um jogador habilidoso ou um zagueiro mais forte. Tem de proteger a justiça dentro do campo. Às vezes eles esquecem que eu e o Neymar, por exemplo, vamos cair porque nosso porte físico é menor que dos zagueiros e volantes. Acham que estamos simulando ou nos jogando. Acho que falta um pouco essa consciência", defende-se.

Por essa razão, o meia do São Paulo reconhece que teme ficar marcado pelos árbitros. "Procuro sempre ficar de pé e seguir no lance para tentar finalizar ao gol. Acho que por isso não tenho fama de ''cai-cai''. Procuro fazer bastante academia para segurar mais o tranco e ficar de pé nas jogadas", afirma Lucas.

Para o meia são-paulino, não há sinal mais claro de que a boa fase voltou. Decisivo na série de nove vitórias do São Paulo, ele garante que não se preocupa mais com as desconfianças que, volta e meia, ainda pairam sobre seu futebol.

"Críticas vão haver sempre. Não busco provar nada para ninguém, mas para mim mesmo. Sei que tenho capacidade e tenho que provar a cada dia. Procuro deixar os problemas fora de campo, levo como motivação, não posso deixar atrapalhar", afirma o meia-atacante de 19 anos.

Em boa fase, Lucas não esconde a preocupação de ser alvo constante de faltas, embora admita que "apanhava" mais nas categorias de base. "Às vezes era até pior na base. O jogo lá era mais corrido e não tinha tanta disciplina tática. Além disso, não havia tanta câmera em campo, tinha menos gente olhando. Acabava apanhando mais. Mas, em contrapartida, no profissional a força é maior e a chance de acabar me machucando também é".

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