A preocupação do governador em tirar a pecha de elefante branco do estádio se justifica pelo valor aproximado de R$ 500 mil de manutenção da estrutura. "Nessa obra nós ainda teremos muitos defeitos, então não adianta achar que está tudo perfeito. E para isto fizemos este teste, porque a obra é complexa e já tem condições de uso. E se não usarmos, não vamos inaugurar nunca", disse Omar Aziz.
A presidente Dilma Rousseff esteve na Arena Amazônia no dia 14 de fevereiro para uma inauguração informal da obra. Neste domingo, porém, aconteceu a abertura oficial do estádio, com a realização da primeira partida. Em campo, o amazonense Nacional recebeu o Remo no jogo de volta das quartas de final da Copa Verde e, com o empate de 2 a 2, acabou eliminado pelo time paraense.
A Arena da Amazônia, construída por estimados R$ 669,5 milhões, vai receber quatro jogos da primeira fase da Copa, com capacidade para receber 44 mil torcedores. Por ser um evento-teste, foram apenas 23 mil neste domingo - boa parte destinada gratuitamente aos operários que trabalharam nas obras e seus familiares.
Os 23 mil torcedores que lotaram o anel inferior do novo estádio viram falhas de acabamento, poltronas sujas de cimento, paredes apenas com reboco de concreto, baldes para aparar água de goteiras e aparelhos de ar-condicionado que não funcionaram em camarotes, entre outros problemas. Por isso mesmo, o governador já prometeu realizar novos eventos-teste antes de entregar a Arena Amazônia para a Fifa, que irá assumir a administração do local durante a Copa do Mundo, marcada para começar em 12 de junho.