Fulminante
A bola mal começou a rolar em Nuñez e Messi apareceu. Em um lance digno das suas atuações pelo Barcelona – as quais ele não costuma repetir na seleção – o camisa 10 argentino entrou na área a dribles e, com classe, tocou por cima, na saída do goleiro Reina.
E não deu tempo da Espanha se recuperar do baque. Mal se passaram quatro minutos e a Argentina ampliou. De novo, com classe: Tevez lançou para Higuaín que, na área, driblou Reina e tocou quase sem ângulo para marcar o segundo.
A tarde do goleiro espanhol piorou ainda mais aos 34 minutos. Em uma bola fácil recuada pela zaga, Reina escorregou bisonhamente justo na frente de Tevez, que roubou a bola e tocou para o fundo das redes: 3 a 0. Do outro lado, o destaque da Copa da África do Sul, David Villa, apenas acertou a trave. Duas vezes, ainda: aos 28 e aos 44.
Pressão da Espanha esbarra na trave
O placar elástico da primeira etapa poderia passar a impressão de que a tarde de 7 de setembro de 2010 seria uma das piores da história do futebol espanhol. Alarme falso. A Espanha voltou com outra postura para o segundo tempo e quase descontou logo aos 5, em uma cabeçada de Llorente – que entrou no lugar de Villa. Pouco após, Cambiasso quase fez o quarto, depois de bela jogada, mas a mira falhou. E aí a Espanha foi para cima.
Xavi passou a incomodar bastante a defesa portenha com seus avanços, porém foi Carzola, aos 29, que deu um grande susto na imensa maioria das arquibancadas do Monumental de Nuñez. Seu chute de fora da área desviou em Romero e parou na trave – a terceira do ataque espanhol. Pouco depois, Carzola arriscou de novo e Romero se deu bem outra vez, conseguindo dar um tapa salvador para a bola não entrar.
A pressão, entretanto, deu certo, ainda que tarde. Pedro tocou para Llorente, na grande área argentina. O atacante da Fúria dominou, virou e tocou certeiro no canto esquerdo para diminuir. Em seguida, a reação quase tomou forma, quando o zagueiro argentino conseguiu salvar em cima da linha o chute cruzado de Navas.
No finzinho, D'Alessandro ainda participa de gol
Aos 44, o técnico da Argentina, Sérgio Barola, retirou Messi para que o jogador fosse ovacionado por sua Buenos Aires. Entrou D'Alessandro. E, em seus primeiros toques na bola, ele mostrou sua estrela. Da frente da área, o meia do Inter rolou para Heinze, na esquerda. O lateral cruzou na cabeça para Agüero dar números finais ao placar e sacramentar um sonoro 4 a 1 nos atuais campeões do mundo.