Menos de um ano se passou desde que as pistas de skate da Orla ficaram completamente submersas com as enchentes de maio. Neste fim de semana, o local recebeu novamente a primeira etapa do STU Pro Tour – e que continua na próxima sexta-feira – e as pistas da modalidade park chamaram atenção por apresentarem algumas trincas pela sua extensão.
Em um primeiro momento, a impressão é de que são rachaduras. No entanto, de acordo com o arquiteto e urbanista Fred Cheuiche, sócio-diretor da SPOT SKateparks, um dos responsáveis pelas pistas, o que foi visto na verdade são fissuras superficiais que não têm interferência na prática e desempenho dos atletas.
"O alto consumo de cimento no traço do concreto, somado às variações de temperatura da região que chegam a 20°C de diferença entre as estações, e ao desenho irregular das plataformas e rampas, são fatores que contribuem para o surgimento de eventuais fissuras de retração superficial nos skateparks”, explica Fred.
Reparos foram feitos após as enchentes de 2024
Quando a água baixou em junho de 2024, alguns reparos precisaram ser feitos no concreto das pistas, para que não houvesse nenhum tipo de prejuízo com a prática. Ajustes já foram feitos para que não haja algum dano no local, segundo Fred.
"Todas as fissuras que apresentam algum desprendimento de material e consequente aumento do vão recebem tratamento devido, incluindo corte com disco apropriado, além de preenchimento com selante a base de poliuretano, a fim de absorver os reforços de dilatação e retração do concreto e vedar o trecho contra infiltração das águas da chuva”, completa o arquiteto.