Esportes

Arquiteto explica que fissuras na pista de skate da Orla do Guaíba não preocupam

Confundidas com rachaduras, marcas na verdade são, entre outros fatores, marcas da variação de temperatura na pista

De acordo com especialistas, fissuras na pista não interferem nas voltas dos atletas
De acordo com especialistas, fissuras na pista não interferem nas voltas dos atletas Foto : Ricardo Giusti

Menos de um ano se passou desde que as pistas de skate da Orla ficaram completamente submersas com as enchentes de maio. Neste fim de semana, o local recebeu novamente a primeira etapa do STU Pro Tour – e que continua na próxima sexta-feira – e as pistas da modalidade park chamaram atenção por apresentarem algumas trincas pela sua extensão.

Em um primeiro momento, a impressão é de que são rachaduras. No entanto, de acordo com o arquiteto e urbanista Fred Cheuiche, sócio-diretor da SPOT SKateparks, um dos responsáveis pelas pistas, o que foi visto na verdade são fissuras superficiais que não têm interferência na prática e desempenho dos atletas.

"O alto consumo de cimento no traço do concreto, somado às variações de temperatura da região que chegam a 20°C de diferença entre as estações, e ao desenho irregular das plataformas e rampas, são fatores que contribuem para o surgimento de eventuais fissuras de retração superficial nos skateparks”, explica Fred.

Reparos foram feitos após as enchentes de 2024

Quando a água baixou em junho de 2024, alguns reparos precisaram ser feitos no concreto das pistas, para que não houvesse nenhum tipo de prejuízo com a prática. Ajustes já foram feitos para que não haja algum dano no local, segundo Fred.

"Todas as fissuras que apresentam algum desprendimento de material e consequente aumento do vão recebem tratamento devido, incluindo corte com disco apropriado, além de preenchimento com selante a base de poliuretano, a fim de absorver os reforços de dilatação e retração do concreto e vedar o trecho contra infiltração das águas da chuva”, completa o arquiteto.

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