"Não há forma de me convencerem a seguir. Já está decidido. Na minha volta da Copa do Mundo havia dito 'bom, sigo um ano a mais porque não pude voltar com o título, como queria'. Era uma possibilidade já ter me aposentado, ou seguir, mas seis meses mais não consigo", disse Palermo, em entrevista ao canal argentino Todo Notícias.
O jogador afirmou que não pode prolongar sua carreira pensando apenas nele e que o mais importante é o Boca Juniors. "Temos que pensar na união e no bem do Boca. Sou dos que pensam que nenhum jogador, nem treinador, nem ninguém, está acima de um clube como o Boca", opinou.
Palermo ainda revelou a intenção de tornar-se treinador quando deixar os gramados. "Na minha comissão técnica gostaria de ter o Pato (o ex-goleiro Abbondanzieri), que estou tentando convencer. Também gostaria de ter pessoas que jogaram comigo. Também queria ter o Schiavi (ex-zagueiro)", declarou o atacante.
Maior artilheiro da história do Boca Juniors, com 232 gols, o atacante começou sua carreira no Estudiantes, mas ganhou destaque internacional quando desembarcou na Bombonera, em 1997. Após três temporadas, ele foi para a Espanha, onde atuou por Villarreal, Bétis e Alavés. Sem o sucesso esperado, regressou ao Boca Juniors, em 2004, e não deixou mais o clube.