Ronaldinho, mais uma vez, ditou o ritmo do time de Cuca. Diego Tardelli, que deixou sua marca, também foi destaque. Aos paulistas, restou o gol solitário, no bate e rebate, quando o vexame já estava consolidado. O próximo rival do Atlético-MG será Palmeiras ou Tijuana (MEX). No jogo de ida, brasileiros e mexicanos empataram sem gols, no México.
Nem parecia que era o São Paulo quem precisava de uma vitória por dois gols de diferença. O Atlético-MG começou pressionando em uma verdadeira blitz. Ganhava as divididas, pegava os rebotes e empilhava chances de gol. Logo no apito do juiz, jogada ensaiada lançou bola na entrada da área e no toque, toque, quase que Jô anotava o primeiro.
O lance do gol, aos 17 minutos, foi emblemático. Diego Tardelli recebeu livre pela esquerda e encontrou Bernard, também com muito espaço, na entrada da área. Rafael Toloi até conseguiu cortar, mas Jô surgiu, também sozinho, para fuzilar Rogério Ceni com um belo chute de pé esquerdo. O Tricolor esboçou algumas chegadas à área e Victor saiu nos pés de Ganso para evitar o gol de empate, aos 25.
Toda bola levantada na área paulista virava um pesadelo: Ceni fez milagre em desvio de Jô e Diego Tardelli ficou por centímetros de marcar o segundo gol cabeceando livre na pequena área. Pelo chão, com velocidade, o Galo também era efetivo. Na última oportunidade da etapa inicial, Jô avançou pela direita e rolou para Bernard chutar com endereço certo. Toloi tirou em cima da risca.
No intervalo, Ney Franco promoveu a estreia do atacante Silvinho, ex-Penapolense, tirando Paulo Miranda. Douglas, que vinha errando tudo como armador, passou para a lateral-direita. A marcação da equipe visitante continuou frouxa e, com cinco minutos, Jô já estava chutando mais uma bola venenosa, esta no travessão. Aos oito, o São Paulo deu sinal de vida: Luis Fabiano deixou Gilberto Silva para trás e cruzou. Victor soltou e Ganso rolou para Silvinho furar na pequena área, sozinho.
Era o último suspiro. Aos 17, Leandro Donizete tocou de cabeça para Jô invadir a área sozinho e marcar mais um, por entre as pernas de Ceni. Logo na sequência, Rafael Toloi recuou de cabeça para o goleiro, mas Tardelli chegou antes e fez o terceiro, por cobertura. Ademilson ainda substituiu Denilson, mas já era tarde. Tanto que Ronaldinho olhou para um lado e tocou para o outro no quarto gol da noite. A assistência foi para o iluminado Jô, que bateu de primeira e correu para o abraço mais uma vez.
O gol de Luis Fabiano, que aproveitou rebote de Victor e empurrou para o gol aberto, quase não foi notado. O Galo continuou amassando o adversário em seu campo de defesa, com direito a dribles fantásticos de Ronaldinho. Já no último lance do jogo, Carleto e Rosinei trocaram socos, em momentos distintos e acabaram expulsos.