Em sua estreia na fase internacional da Sul-Americana - havia sido eliminada antes nas participações anteriores -, a equipe mineira aproveitou o mando de campo para se impor sobre os adversários. Além disso, o técnico Dorival Júnior escalou o time quase todo com jogadores titulares.
Com isso, a defesa colombiana conseguiu segurar a pressão alvinegra apenas até a metade do primeiro tempo. O Atlético bem que tentou abrir o placar no início. Obina, principalmente, chegou a buscar jogo no meio-campo. Mas o time não conseguia finalizar. Erros de passe também mataram algumas das primeiras tentativas atleticanas.
A insistência do Atlético foi recompensada aos 27. Obina recebeu um lançamento de Diego Souza, driblou o goleiro e mandou rasteiro para o fundo do gol. O gol não foi suficiente para saciar a sede da equipe mineira, que fez várias tentativas, sem sucesso, de ampliar o placar. O Santa Fé, por sua vez, com apenas Cristian Nazarit no ataque e todo o restante da equipe na área defensiva, praticamente não ofereceu risco à defesa atleticana.
No segundo tempo, o Atlético manteve a formação, enquanto o técnico do Santa Fé, Nestor Otero, pôs Anchico no lugar de Mario González. A alteração deu um pouco de gás para o time e, aos seis minutos, o goleiro Renan Ribeiro impediu o empate. Bernal chutou na entrada da área, a bola desviou em Lima, mas o goleiro teve reflexo para espalmar e depois segurar firme a tentativa de Nazarit de aproveitar o rebote.
Mas o Atlético não reduziu o ritmo no ataque. Aos 17 minutos, Obina novamente fez a bola balançar a rede adversária. Neto Berola bateu com força da esquerda, Julio defendeu, mas o rebote ficou nos pés do atacante atleticano. Sem marcação, ele não teve dificuldade para ampliar e assegurar uma boa vantagem para os anfitriões.