Com certeza as cardiologias de Belo Horizonte estão lotadas de torcedores do Atlético-MG na madrugada desta quinta-feira. Mas é por um bom motivo, porque o Galo reverteu o quadro negativo, venceu por 2 a 0 no tempo normal e, nos pênaltis, eliminou os argentinos do Newell's Old Boys para alcançar uma inédita final da Libertadores.Na grande decisão, os mineiros vão encarar o Olimpia, do Paraguai.
Gol no início
A bola rolou e o Galo ainda nem tinha encaixado o primeiro ataque, quando pressionou a saída de bola argentina e Tardelli começou uma nova jogada. Do camisa 9, a bola chegou a Ronaldinho. Em um lançamento primoroso, ele encontrou Bernard que, de perna esquerda, tocou na saída e por baixo do goleiro Guzmán: 1 a 0 e o Independência explodiu de esperança.
A pressão continuou e o Newell's não passava do meio campo. Ora com Jô, ora com Marcos Rocha, o time da casa seguia em busca do segundo gol. O gol no princípio da partida assustos os argentinos. Consciente em campo, o Galo dominou o jogo. Substituto de Donizete, Josué conseguia fazer boa transição da defesa com o ataque. Mais atrás, Gilberto e Leo Silva seguiam firme nas bolas aéreas.
Visivelmente mancando, o experiente zagueiro Heinze teve que deixar o campo de jogo aos 25 minutos do primeiro tempo. Com o regulamento debaixo do braço, a equipe argentina procurou esfriar a partida, explorando suas jogadas pelas laterais apenas quando necessário. Quanto o relógio estava próximo de marcar sua primeira meia hora de jogo, o Newell's desceu com perigo real pela primeira vez. O chute de Maxi Rodríguez, no entanto, parou no goleiro Victor.
Em situação oposta ao camisa 1 do Galo, Guzmán teve mais bem mais trabalho na outra trave. No chute de Bernard, o arqueiro fez milagre e evitou o gol do garoto atleticano com apenas uma mão. O Galo continuava bem superior, com mais velocidade, liberdade para trabalhar a bola e imprimindo maiores perigos de gol. Chamando responsabilidade e buscando jogo, Tardelli foi um dos que mais se destacaram.
Antes do intervalo, o jogo ainda ficou parado por inúmeras vezes. A principal delas foi o atendimento ao goleiro Guzmán, que levou um corte no supercílio direito e interrompeu o andamento do duelo por oito minutos. Os nove minutos de acréscimos ainda serviram para o goleiro argentino fazer outro milagre, desta vez, impedindo o gol de Josué.
Em noite tensa, refletores “ajudam” o Galo
A etapa final continuou da mesma forma que o primeiro tempo, com o Atlético possuindo a posse de bola durante quase todo o tempo, mas pecando no passe final. Descansado e com o jogo mais frio, o Newell's teve mais qualidade na marcação alvinegra, o que contribuiu para que os argentinos descessem com perigo ao gol de Victor. Por 25 minutos, o Atlético não chegou conseguiu chegar com a mesma eficiência que na etapa anterior. O tempo passou e a equipe alvinegra seguia sem colocar fogo na partida.
Batia o desespero. A torcida pouco gritava e o Atlético pouco fazia. O Newell's não atacava, mas se defendia bem, parava o jogo, gastava tempo. Luan foi para o jogo. O time necessitava colocar a bola no chão. As ligações diretas não estavam surtindo efeito. E o jogo parou. Desta vez não por catimba argentina, mas devido aos refletores do Independência, que se apagaram. Ao menos, 30 deles. O árbitro Roberto Silvera parou o jogo, que só foi recomeçado dez minutos mais tarde.
Cuca tratou de chamar seus jogadores imediatamente após o ocorrido. “O time precisa subir”, dizia ele, enquanto a torcida soltava o grito de “eu acredito”. Alecsandro e Guilherme entraram nas vagas de Tardelli e Bernard. Novamente com a força da Massa, o Atlético foi para o abafa. Luan serviu Guilherme na entrada da área, mas o meia finalizou à esquerda de Guzmán. Bastava uma chance para o jogador perceber que não poderia perder outra. E não perdeu. Aos 50 minutos, o meia chutou de fora da área e marcou o segundo do Galo! O suficiente para levar a disputa para os pênaltis.
Victor, Victor!
O Atlético iniciou as cobranças com Alecsandro e Guilherme. Jô chutou para fora, assim como Casco. Richarlyson isolou, assim como Cruzado. Na última cobrança, Ronaldinho guardou e Victor defendeu a cobrança de Maxi Rodriguez. E a noite terminou feliz àqueles que torcem para o Atlético-MG. Inclusive aos cardíacos.
Atlético-MG vence nos pênaltis e chega à final da Libertadores
Em noite tensa e com o Independência lotado, Galo elimina o Newell's Old Boys