As duas equipes voltarão a se enfrentar agora na próxima quarta-feira, no Independência. Antes disso, os times jogam pelos seus Estaduais. Os paulistas entrarão em campo contra o Corinthians, no próximo domingo, pelas semifinais do Paulistão. Já o Galo, jogará contra o Tombense, pelo Campeonato Mineiro, no mesmo dia, também pelas semis.
Derrotado na última rodada da fase de grupos pelo São Paulo, os alvinegros jogaram fechados no começo da partida. O time do Morumbi começou a todo vapor: torcida vibrando, time mordendo e um Atlético-MG recuado, jogando um futebol apático. Até os 35 minutos, este foi o cenário no Morumbi. Mas Lúcio estava numa jornada infeliz. Levou um amarelo antes da metade do primeiro tempo e depois entrou com o pé na linha de cintura de Bernard e foi expulso com o segundo cartão.
Antes, em boa jogada de Aloísio pelo lado direito, Ganso recebeu, deixou Réver e Richarlyson no chão e deu um belo passe para Jadson. Tranquilo, o meia só tocou no canto esquerdo de Victor. Na pressão do Tricolor Paulista, Ademilson era o mais acionado. Apesar de bem posicionado, o garoto cansou de perder gols. Um deles, sozinho na pequena área e que foi chutado por cima da meta. E ainda foram mais três chances desperdiçadas.
A falta grotesca de Lúcio em Bernard derrubou o ímpeto são paulino. Com um homem a mais o Galo cresceu e seis minutos depois Ronaldinho cabeceou para o gol de empate. Ele tocou de leve na bola, que saiu cruzada para o canto esquerdo. Ela passou perto de Rogério Ceni, mas o goleiro sequer esboçou reação para defender. O domínio passou a ser mineiro e o árbitro encerrou o primeiro tempo com um São Paulo atordoado em campo.
E a etapa final começou como terminou a inicial, com pressão do Galo. Com todo time do São Paulo no campo de defesa, os atleticanos ficaram com ampla posse de bola. Aos 14 minutos veio o gol da vitória mineira: Marcos Rocha acionou Tardelli, que se antecipou a Rhodolfo e bateu forte para as redes, decretando o silêncio no Morumbi.
Em desvantagem, os donos da casa passaram a sair mais para o jogo à partir dos 20 minutos, mas com o receio de tomar um contra-ataque, não conseguiram criar grandes perigos para a zaga mineira. Se as coisas já não iam bem, o técnico Ney Franco teve mais problemas. Rhodolfo, que tinha entrado na vaga de Ademilson, vindo do banco para o lugar de Aloísio lesionado, também sentiu um problema muscular e teve de sair de campo carregado pelos companheiros.