A chuva foi um dos atores principais da partida. Marcou presença com força durante a maior parte dos 90 minutos. O resultado foram cenas pitorescas de disputas de bola em meio a diversas poças, além de mergulhos e tropeços. Usando uma touca de natação por causa de um curativo na cabeça, o zagueiro Luiz Alberto era o que estava mais "preparado".
Se pelo chão não deu, o jeito era jogar a bola para o alto. E o Atlético conseguiu com certa facilidade o "macete" do jogo. Ederson avançou pela esquerda e achou Paulo Baier. Com a categoria de sempre, ele pegou de primeira e abriu o placar. Foi o 96º gol dele na era de pontos corridos do Brasileirão.
Depois de mais alguns minutos de controle por parte do Rubro-Negro, a Ponte Preta resolveu sair para o jogo e deu trabalho. Teve até bola na trave em cabeçada de Artur. Em outra jogada, goleiro Weverton precisou mergulhar nos pés de Chiquinho para evitar o empate.
No segundo tempo, a poça mais uma vez ajudou o time da casa para frear a corajosa Macaca, como na ocasião em que Rafael Ratão arrancou com liberdade, mas foi desarmado pelo aguaceiro quando ia entrar na área.
O atrito com o gramado molhado fez o Atlético-PR diminuir a velocidade ainda mais na etapa final, até como precaução. A Ponte continuou martelando com mais força no ataque, mas não conseguiu o gol, graças ao goleiro Weverton.