No primeiro tempo, a partida foi bastante disputada. Como mandante, o tricolor baiano assumiu a partida no âmbito ofensivo. Chegou a perder boas oportunidades com Wallyson, que bateu para fora após Fernandão fazer o pivô e com Marquinhos Gabriel, que preferiu finalizar de fora da área em um contra-ataque no qual havia três atacantes baianos contra dois defensores do Timbu, e acabou desperdiçando a oportunidade.
Com uma proposta de jogo mais cautelosa, o alvirubro esperava por uma bola para furar a zaga adversária. Teve a oportunidade aos 44, quando Jones Carioca cruzou com perfeição para Tiago Real balançar as redes de Marcelo Lomba. O auxiliar apontou impedimento do meia e anulou o gol - decisão controversa.
A história se repetia no começo da etapa final. Os baianos à frente, procurando o gol, e o Náutico retraído, na esperança de ter uma chance para marcar. Ultrapassar o ferrolho, com três volantes, montado pelo técnico Jorginho não era missão fácil. Os donos da casa passaram a abusar dos chutes de fora da área, e Wallyson começou a tentar resolver tudo sozinho em suas características jogadas individuais.
Aos 11, Hélder arriscou de longe. A bola saiu com muita força e veneno, indo morrer no ângulo de Berna. O goleiro nada pôde fazer, além de rezar.
Atrás no placar, os pernambucanos foram obrigados a sair para o jogo.Após cobrança de escanteio, aos 23, Leandro Amaro desviou à primeira trave, e obrigou Marcelo Lomba a cair para salvar os baianos de sofrerem o empate. Apesar de se tornar mais presente no campo de ataque, o Náutico abria espaço para os contragolpes do Tricolor.
Aos 31, Wallyson alçou na área, Fernandão se antecipou aos zagueiros e de cabeça, deixou Ricardo Berna, mais uma vez apenas de observador, enquanto a bola entrava, depois de tocar com carinho na trave, dando números finais ao jogo.